Promoção da mulher é um bem para toda a sociedade, diz arcebispo

Para D. Orlando Brandes, vocação do homem e da mulher «é para a comunhão no amor»

| 662 visitas

Por Alexandre Ribeiro

LONDRINA, sexta-feira, 7 de março de 2008 (ZENIT.org).- Sendo o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil em 2008 a defesa da vida, um arcebispo recorda que essa discussão envolve também a promoção da mulher.

Em mensagem difundida pela arquidiocese de Londrina (Paraná) esta sexta-feira, o arcebispo Dom Orlando Brandes lembra que todo homem nasce de uma mulher e sobrevive graças a ela.

«Mulher quer dizer geradora e promotora da vida. O filho de Deus também é nascido de mulher», afirma.

Segundo Dom Orlando Brandes, «todos somos, em relação à mulher, “ossos de seus ossos, carne de sua carne”. Deve, pois, desaparecer toda discriminação e inferioridade feminina».

O arcebispo recorda que mais da metade da humanidade é do sexo feminino, o que revela que «a promoção da mulher é um bem para toda a sociedade».

O prelado, que é presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, afirma que a reconciliação do homem e da mulher «é a primeira guerra que deve ser superada».

«A divisão de classe mais humilhante é a que existe entre o homem e a mulher», enfatiza.

Para Dom Orlando Brandes, uma nova sociedade e um mundo sem males começam «pela igualdade de dignidade do homem e da mulher. Este é o sonho de Deus». 

Ao reconhecer a importância das mulheres «na história da salvação e a sociedade atual», Dom Orlando assinala que é na família que tanto o homem como a mulher, «na condição de esposos e pais, influem poderosamente na educação dos filhos e na construção da sociedade».

«A libertação e emancipação da mulher não podem roubá-la de junto à família», afirma.

O arcebispo considera que o feminismo radical, com linhas que «beiram o revanchismo, o fanatismo, o radicalismo», «mais prejudica que constrói».

«O mundo machista é frio, prepotente, patriarcal. Criou a guerra, a destruição da natureza, o crime organizado, as gangs, a anarquia.»

«Já a mulher é mais criativa, intuitiva, dotada de bom senso e calor humano. Homem e mulher foram criados para serem companheiros, parceiros, aliados, con-criadores, complementares», escreve o prelado.

Segundo Dom Orlando Brandes, a vocação do homem e da mulher «é para a comunhão no amor», buscando «superar o competitivo e abraçar o cooperativo, e inventar caminhos novos, pois o que faz a evolução é a confraternização, a associação, a colaboração».