Quando falta a capacidade de amar, tudo cansa e causa fastio

Mensagem do bispo de Beja para o retorno das férias

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BEJA, terça-feira, 1º de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Neste momento em que muitos encerram o período de férias de verão na Europa, o bispo de Beja (Portugal), Dom António Vitalino, deseja que os católicos cuidem das suas atividades cotidianas com amor, pois “quando falta a capacidade de amar, tudo cansa e causa fastio”.

Em mensagem divulgada nessa segunda-feira na página na internet da diocese, o bispo afirma esperar que “nas semanas passadas tenhamos desfrutado de alguma tranquilidade, de modo a sentir um novo alento para orientar a nossa vida e o quadro das nossas relações no sentido do desenvolvimento sustentável e coeso”.

“Refiro-me não apenas aos aspectos econômicos, mas a tudo o que diz respeito à realização humana, pessoal e comunitária.”

“Oxalá o tempo de férias tenha contribuído para fortalecer alguns laços, sobretudo com aquelas pessoas e realidades que ao longo dum ano intenso de trabalho são mais descuradas”, afirma o prelado.

Dom António Vitalino recorda que no regresso ao trabalho e à rotina diária “muitas pessoas entram em stress e depressão”.

“Para que isso não aconteça torna-se necessário cultivar uma relação de empatia com tudo o que faz parte da nossa vida, fazer as coisas por gosto e amor. Como se costuma dizer, quem corre por gosto não cansa”, afirma.

O bispo indica que uma boa relação com as pessoas de família, com os colegas de trabalho, com os amigos dos tempos livres contribui para viver a realidade diária com gosto e alegria.

“Para os crentes – prossegue Dom Vitalino –, a relação de fé com Deus é sempre uma grande força para viver o dia a dia com ânimo e esperança. E o encontro com as outras pessoas da mesma comunidade de fé fortalece ainda mais essas capacidades.”

“Voltar a celebrar a fé na sua comunidade eclesial, participar nos encontros de formação, retomar serviços de voluntariado, escutar a Palavra das Escrituras Sagradas e os ecos produzidos nos corações.”

“Cantar as lindas melodias das celebrações litúrgicas, desfrutar alguns momentos de silêncio sintonizado com a presença de Deus e muitos outros aspectos produzidos pela celebração comunitária da fé, tudo isso é um lenitivo eficiente para enfrentar a vida diária sem angústia”, afirma o bispo.