Quaresma nos lança na experiência de caminhar com Jesus, diz arcebispo

Dom João Braz de Aviz recorda que é tempo de jejum e oração

| 602 visitas

Por Alexandre Ribeiro

 

BRASÍLIA, quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, «a Quaresma nos introduz, de novo, na experiência de caminhar com Jesus».

Em mensagem aos fiéis com ocasião do primeiro domingo da Quaresma, o arcebispo explica que este é um «tempo de graça, de misericórdia e de salvação».

«É tempo de conversão, de renovar a graça do nosso batismo e a vida que renasce da Morte e Ressurreição do Senhor. Tempo de luta, de jejum, de oração, de amor e perdão, de esperança e de confiança.»

Segundo Dom João Braz explica, no contexto do Evangelho de domingo passado, «Jesus, levado ao deserto pelo Espírito, revive o simbolismo da caminhada e das escolhas do povo de Deus, liberto do Egito, mas frágil em suas decisões».

O arcebispo afirma que, ao superar as tentações da ganância, do prestígio e do poder Jesus sinaliza a grande reviravolta na história humana.

«A vitória final já não será da morte, herdada de Adão e Eva, mas da vida em toda a sua plenitude que vem de Cristo, o novo Adão», destaca.

De acordo com Dom João, «Jesus, Mestre da Justiça de Deus, reafirma o seu caminho como sendo o do Servo Sofredor ao rejeitar a tríplice proposta do tentador: pão, glória e poder».

«Pão, só o necessário e partilhado; glória, somente a Deus; poder, só quando expresse o serviço ao bem de todos», afirma.

O arcebispo recorda ainda que neste tempo de Quaresma, a Igreja no Brasil convida a sociedade a refletir sobre a missão de defender a vida.

«Optar pelos valores que privilegiam a vida exige discernimento e determinação no sentido de superar o nosso individualismo, o nosso comodismo, a nossa mediocridade, o nosso egoísmo, nossa busca de prazer sem limites», afirma.

Segundo Dom João Braz, «quanto mais solidários formos, uns com os outros, na construção do bem comum, melhor estaremos contribuindo para que o banquete da vida possa ser ofertado a todos».