Quem for sensível à beleza descobrirá a beleza de Deus criador, diz cardeal

Dom José Policarpo ministra a catequese do 2.º Domingo da Quaresma

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LISBOA, segunda-feira, 9 de março de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, afirma que «quem for sensível à beleza descobrirá a beleza de Deus criador».

Na catequese do 2.º Domingo da Quaresma, ministrada na Sé Patriarcal, o cardeal Policarpo enfatizou: «Deus é beleza».

«É na beleza das criaturas que tocamos que elas são obra do criador, a beleza eterna e a luz sem ocaso.»

«Quem for sensível à beleza, descobrirá a beleza de Deus criador, na luz, na grandeza de paisagens com horizonte infinito, na majestade das montanhas e na infinitude do oceano, num sorriso de criança, na ternura de um gesto, na simplicidade de estender a mão ao seu irmão.»

Segundo Dom José Policarpo, a grandeza e a beleza exprimem-se na harmonia da criação.

«A harmonia do Universo e essa maravilha que é o homem, e que os cientistas vão conhecendo, extasiados, cada vez mais, face à harmonia de um corpo dinamizado pelo espírito, verdadeira imagem da harmonia de Deus, que pudemos ver e tocar em Jesus Cristo, homem divino», afirma.

Ao destacar que «toda a criação é fruto da Palavra de Deus», o cardeal Policarpo convida  a ver que «a história é o cenário da criatividade da Palavra e por isso esta encerra o segredo do sentido da história e da sua interpretação».

«A mesma Palavra que criou o mundo origina acontecimentos em favor do Povo de Deus. Ela é uma Palavra continuamente em ação, ela é acontecimento.»

A criação –destaca o cardeal-patriarca–, «mensagem universal de revelação para todos os homens, alarga o horizonte da revelação e da história da salvação que abraça toda a história humana».

«Esta universalidade, já presente na teologia de Israel, torna-se clara na “nova criação” fruto da redenção de Jesus Cristo, Ele que é a plenitude da criação», afirma.

Dom José Policarpo destacou que, para a Igreja, «é possível chegar ao conhecimento de Deus e do Seu amor salvífico, contemplando as obras de salvação que vai realizando em nós, na Igreja, na humanidade».

«Esta ação da Palavra, no anúncio da Igreja, na ação sacramental, é obra de Jesus Cristo, a Palavra encarnada, e realiza-se pela força do Seu Espírito que Ele comunica à Igreja.»