Quem não reza pelo próprio inimigo é um cristão derrotado

Ao final da missa matutina em Santa Marta, Papa Francisco rezou pela Igreja na China

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Luca Marcolivio | 991 visitas

Suportar com paciência e vencer com amor: são duas graças “próprias de um cristão”. Disse o Papa Francisco na manhã de hoje durante a missa celebrada na capela da Residência Santa Marta.

A resistência, explicou o Papa, não é uma virtude simples e pode abranger tanto dificuldades externas como "problemas do coração, da alma". Suportar, além do mais, não significa “carregar uma dificuldade” mas, isso sim, “elevá-la”, para que “não nos abaixe”.

É uma "virtude cristã", muitas vezes mencionada por São Paulo. Embora a resistência esteja sempre ameaçada pelo "desânimo", é importante que o cristão nunca se resigne e peça sempre ao Senhor esta graça, especialmente “nas dificuldades”.

A outra graça a ser pedida é aquela de “vencer com amor”: nem sequer isso é fácil, principalmente quando se devem enfrentar inimigos e pessoas que “nos fazem sofrer muito” e a tentação da vingança é forte. A verdadeira vitória está porém no amor, naquela humildade que Jesus nos ensinou”, disse Francisco.

Na sua Primeira Carta, o Apóstolo São João diz: "Esta é a nossa vitória, a nossa fé" (1 Jo 5). A nossa fé,  explicou o Papa, está precisamente "no crer em Jesus que nos ensinou o amor e nos ensinou a amar a todos. E a prova de que nós estamos no amor é quando rezamos pelos nossos inimigos”.

Nem mesmo orar pelos próprios inimigos é fácil, acrescentou o Santo Padre, embora aqueles que não o fazem são “cristãos derrotados”, destinados a serem “tristes” e “desanimados”, justamente porque “não tiveram esta graça de suportar com paciência e vencer com amor”.

Pedindo a Nossa Senhora esta graça, Papa Francisco apontou para o exemplo das pessoas que "têm feito dessa maneira", especialmente "tantos idosos e idosas", todos com um "olhar belo” e uma “felicidade serena”.

Este tipo de cristãos tão autênticos "é agradável ao olhar", disse Francisco. "Não falam tanto, mas têm um coração paciente e cheio de amor. Sabem o que é perdoar os inimigos, sabem o que é orar pelos inimigos. Muitos cristãos são assim”, disse.

Na missa, em que estiveram presentes os funcionários do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, acompanhados pelo presidente, monsenhor Claudio Celli, também participou mons. Savio Hon Tai-Fai, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, juntamente com alguns sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos chineses.

De fato, hoje, comemoramos o Dia de Oração pela Igreja na China. Para a ocasião, o Santo Padre concluiu a oração dos fiéis com as seguintes palavras: "Pelo nobre povo chinês: que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde" A celebração eucarística terminou com um canto à Nossa Senhora em chinês.

(Tradução do italiano por Thácio Siqueira)