Quem não reza pelos governantes não é um bom cristão

Durante a homilia em Santa Marta o Papa Francisco recordou as duas principais virtudes que um político deve perseguir: a humildade e o amor pelo povo

Roma, (Zenit.org) Luca Marcolivio | 585 visitas

A humildade é uma virtude indispensável  também para aqueles que detêm uma posição de autoridade, disse o Papa Francisco durante a missa esta manhã em Santa Marta.

O Santo Padre, meditando no Evangelho de hoje (Lc 7, 1-10 ), no qual o centurião pede a Jesus pela cura do seu servo, recordou também – com referência à Carta de São Paulo a Timóteo (cf. 1 Tim 2,1 -8) - que aquele que governa "deve amar o seu povo" e o povo, por sua vez, deve rezar pelos governantes.

O Papa citou Davi como exemplo de soberano que "amava o seu povo", a tal ponto que , após o pecado do censo, pede a Deus para puni-lo e para salvar o povo.

"Não é possível governar sem amor pelo povo e sem humildade! – continuou Francisco -. E cada homem, cada mulher que tem que tomar posse de um serviço de governo, deve fazer-se estas duas perguntas: eu amo o meu povo, para melhor servi-lo? Sou humilde e escuto os demais, os diferentes pontos de vista, para escolher o melhor caminho? ".

O Santo Padre também alertou para não ceder à falta de interesse pela política, na qual todos nós estamos envolvidos de muitas formas. De fato, cada um, é, de certa forma, responsável pela conduta dos governantes e deve “dar o melhor si para que eles governem bem”.

A Doutrina Social da Igreja, recordou o Papa, destaca que “a política é uma das formas mais altas de caridade, porque é servir o bem comum”, portanto nenhum cidadão pode permitir-se “lavar-se as mãos” e cada um deve fazer algo segundo as suas possibilidades.

Quanto à atitude de "só falar mal dos governantes”, Papa Francisco notou que, por mais que muitas vezes, o governante seja um “pecador”, o cidadão deve “colaborar” com a própria “opinião”, com a própria “palavra” e também com a própria “correção”. Um católico que “não se meta na política” não está “no caminho certo”, acrescentou.

Com quais meios, porém, um bom católico deve estar disponível nesta área? Em primeiro lugar, deve fazê-lo na oração. Neste sentido, o Santo Padre citou São Paulo: "Orai por todos os homens e pelo rei e por todos aqueles que estão no poder" (1 Tm 2, 1).

E se estamos tentados em pensar que um político seja “uma má pessoa” e mereça “ir ao inferno”, a primeira coisa que devemos fazer é orar “para que possa governar bem, para que ame o seu povo, para que sirva ao seu povo, para que seja humilde”. O Papa então redobrou a dose: “Um cristão que não reza pelos governantes, não é um bom cristão!”.

Em conclusão, o Papa recomendou: "Demos o melhor de nós, ideias, sugestões, o melhor, mas acima de tudo o melhor é a oração" para que os políticos "nos governem bem, para que levem a nossa pátria, a nossa nação avante e também o mundo, que haja a paz e o bem comum”.

Tradução do original italiano por Thácio Siqueira