Quênia: dezessete mortos em atentados contra igrejas cristãs

Suspeito de autoria é o grupo radical islâmico Al Shabab

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MADRI, segunda-feira, 2 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Os atentados contra os cristãos do continente africano se repetem, desta vez no Quênia. Dezessete pessoas morreram neste domingo e meia centena ficou ferida durante as celebrações dominicais, ao serem atacadas com granadas e tiros em duas igrejas de Garissa, na região nordeste do país.

Os ataques foram perpetrados de forma simultânea contra a igreja African Inland Church (AIC) e a igreja católica de Garissa. A localidade fica perto da fronteira com a Somália e do campo de refugiados somalis de Daabad.

“Não prendemos ninguém ainda, mas temos informações de que cinco pessoas participaram no ataque com granadas e tiros contra a igreja AIC, e que outros dois terroristas jogaram uma granada na igreja católica”, relata Philip Ndolo, da polícia de Garissa, em palavras divulgadas pela emissora local de rádio Capital FM.

Nenhum grupo terrorista se responsabilizou pelo ataque até o momento, mas acredita-se que por trás dos atentados esteja o grupo radical islâmico Al Shabab, da Somália, que teria respondido com o terror à incursão de tropas quenianas em solo somali, no último mês de outubro. Desde então, a célula da Al Qaeda na Somália fez diversas ameaças de atentados contra as principais cidades do Quênia.

Os radicais islâmicos somalis do Al Shabab copiaram a estratégia dos correligionários nigerianos da seita Boko Haram, que também realiza sangrentos ataques contra cristãos na Nigéria.

O chefe da Cruz Vermelha do Quênia, Abbas Gullet, informou que dez feridos levados para o Hospital Geral Provincial de Garissa se encontram em estado crítico.

[Trad.ZENIT]