Rádio católica: voz dos necessitados e eco do Evangelho

Dom Celli participa do cinqüentenário de emissora nicaraguense

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MANÁGUA, segunda-feira, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org) – O enviado papal à celebração dos cinqüenta anos da Rádio Católica da Nicarágua, Dom Claudio Maria Celli, pediu que a Igreja no país centro-americano dê voz as mais necessitados.

Dom Celli chegou na semana passada à Nicarágua, convidado por Dom Leopoldo Brenes, arcebispo de Manágua e presidente da Conferência Episcopal.

O presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais relembrou as palavras de Bento XVI a um congresso, no qual afirmava “que o dever das rádios católicas é fazer que a voz dos homens, dos mais necessitados, possa ressoar autêntica e verdadeiramente”.

O arcebispo Celli disse que os bispos nicaragüenses saberão levar ao contexto local a palavra do Evangelho, “unidos para que esta palavra ressoe o mais claramente possível”.

Perguntado sobre os ataques que setores do governo de Manágua lançam contra alguns bispos, Dom Celli indicou: “Isto não é algo novo na Igreja”.

Sobre o abandono da fé católica pelos fiéis para abraçar denominações evangélicas, ele relembrou que, numa recente visita a um país africano, também lhe expuseram esta preocupação e reconheceu que existem grandes seitas bem organizadas e com grande capacidade econômica e midiática. Disse que muitos católicos se deixam levar “pelo imediato e pelo emotivo, ainda que muitos regressam à casa do Pai e à comunhão com a Igreja depois.

“A obra que uma rádio católica desempenha não é somente importante na missão evangelizadora da Igreja, mas também na dimensão da promoção humana de um país”, assegurou.

O representante da Santa Sé acrescentou: “o mundo vai adiante com as novas tecnologias e é dever da Igreja aproveitar estas tecnologias para fazer que o Evangelho se difunda o mais possível e que ressoe nos corações dos homens e mulheres”.

Dom Celli disse que a modernização deste meio de comunicação ajudará a população “a ter sabedoria para compreender quais são os valores mais verdadeiros, mais autênticos, para enfrentar juntos o bem da sociedade”, durante este ano eleitoral na Nicarágua.