Recomeçar do trabalho, salvaguardar a coesão

Mensagem dos bispos do nordeste da Itália para este 1º de maio

Roma, (Zenit.org) | 422 visitas

"É hora de mudar de marcha, renovando o compromisso e a disponibilidade de todos para o trabalho: bancos, empresas, sindicatos, sociedade civil, comunidade política". É o que afirmam os bispos da região italiana do Trivêneto em sua mensagem de 1º de maio, publicada ontem nos semanários diocesanos do nordeste da Itália. Temos que "recomeçar a partir do trabalho, no âmbito da economia e no âmbito da iniciativa política e social", destacam os bispos no texto que foi desenvolvido em Roma, durante a sua recente visita ad limina.

A mensagem transmite "proximidade humana e cristã àqueles que sofrem pela falta desse bem necessário à realização na vida, que é o trabalho. O trabalho sempre foi e é considerado pela Igreja como um direito humano fundamental; de certa forma, a ferramenta indispensável para se abordarem e solucionarem as várias questões sociais".

“A crise é muito grave”, continuam os bispos, “e nós, como realidade eclesial, também estamos envolvidos nela com íntima e dolorosa participação. Uma participação que cresce mais a cada dia e que, juntamente com as nossas dioceses, nos leva a compartilhar o drama diário de pessoas, especialmente de trabalhadores e empreendedores, que estão sem trabalho e sem futuro; de famílias perturbadas pela incerteza paralisante e pelo sentir-se no meio de uma estrada que não leva a lugar nenhum; de jovens rejeitados pelo mercado de trabalho e que têm negada a oportunidade de começar uma família e de realizar a própria personalidade".

Além do trabalho, prosseguem, "é de salvaguardar-se o bem imensurável da coesão social e, acima de tudo, da coesão espiritual e cultural dos nossos povos, que, enriquecidos pelo dom da fé e pelo trabalho exemplar e inteligente, têm sido capazes de realizar obras memoráveis​ de desenvolvimento humano ao longo dos anos. Uma visão renovada e compartilhada do valor do trabalho, do direito a ele e dos direitos que acompanham o seu exercício: é isto o que permitirá a prática das exigências éticas fundamentais, muito urgentes, que traçam o perfil integral, comunitário e solidário dos processos do nosso desenvolvimento e da nossa convivência".