Reitor do Santuário de Fátima explica a Quaresma como tempo de conversão

Ontem, dia13, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja iniciou o tempo da Quaresma

Fátima, (Zenit.org) | 1136 visitas

Ontem, dia13, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja iniciou o tempo da Quaresma.  Em todas as eucaristias oficiais se realizou a imposição de cinzas.

Durante todo o dia realizou-se adoração eucarística, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário. A adoração foi realizada de forma individual às 10:00, 12:00, 13:00, 16:00 e às 17:30, e de forma comunitária às 10:30, 12:30, 14:00 e às 18:00.

Na eucaristia celebrada às 9:00, o reitor do Santuário de Fátima sublinhou a importância deste tempo quaresmal como momento para “prepararmos o nosso coração e a nossa vida para a celebração da Páscoa, a mais importante celebração cristã de todo o ano litúrgico”.

Para o padre Carlos Cabecinhas, “a palavra que sintetiza o sentido da Quaresma é a conversão”. “Este é, por excelência, o tempo da conversão”, afirmou durante a homilia da celebração.

Ao reiterar as palavras do Evangelho de hoje, o Reitor lembrou os três meios necessários para cumprir este caminho de penitência e de conversão: a oração, o jejum e o amor fraterno.

“Oração, jejum e misericórdia: três coisas que são uma só e se vivificam mutuamente. O jejum é a alma da oração, e a misericórdia é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las, porque são inseparáveis. Quem pratica apenas uma das três, ou não as pratica todas simultaneamente, na realidade não pratica nenhuma delas”, alertou o reitor, explicando a importância de cada um destes meios de conversão.

“Na oração temos o ‘termómetro’ da nossa relação com Deus. É na oração mais intensa, na escuta mais assídua da palavra de Deus, que nos damos conta da necessidade de conversão!”, disse.

Quanto ao jejum, o Reitor reconhece que este gesto “não recolhe muita simpatia”. “Contudo convém termos consciência da importância de renunciar a algo, de que o alimento é apenas um sinal sensível”, sublinhou.

Por fim, o terceiro meio para a conversão é “o amor fraterno, a caridade, a esmola”. “Não há oração verdadeira, expressão do amor a Deus, sem sincera atenção aos outros. O amor a Deus e ao próximo são inseparáveis. Por isso, não pode haver conversão sincera, sem esta dimensão da caridade, vivida concretamente”, disse.