Rejeição à miséria: Bento XVI incentiva compromisso de ATD Quarto Mundo

Lutar contra “as múltiplas formas de pobreza”

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ROMA, domingo, 24 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Por ocasião do Dia Mundial de Rejeição à Miséria, comemorado no dia 17 de outubro, o Papa dirigiu uma mensagem de apoio ao delegado do movimento internacional ATD Quarto Mundo na Itália e na Santa Sé, Jean Tonglet.    

Na mensagem, transmitida pelo secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, o Papa disse "associar-se de coração a esta comemoração" e incentivou "todas as pessoas comprometidas no mundo na luta contra as múltiplas formas de pobreza".

Neste ano, o Papa mencionou concretamente "as famílias, os jovens e as crianças do Haiti, duramente provados".

Por sua vez, Dom Enrico dal Covolo celebrou a Missa de 16 de outubro em homenagem a todas as vítimas da miséria em São João de Latrão, de maneira antecipada ao dia 17, devido às canonizações do dia seguinte.

O Dia Mundial de Rejeição à Miséria foi adotado pela ONU a pedido do fundador de ADT Quarto Mundo, Pe. Joseph Wrésinki, atualmente em processo de beatificação.

Em 15 de outubro do Ano Santo de 2000, o cardeal Roger Etchegaray inaugurou, em nome de João Paulo II, uma placa, réplica da do Tribunal dos Direitos Humanos de Trocadéro, em Paris, no átrio da Basílica de Latrão.

A "placa em homenagem às vítimas da miséria" foi selada em Paris, no dia 17 de outubro de 1987, com estas palavras: "No dia 17 de outubro de 1987, defensores dos direitos humanos e dos cidadãos de todos os países se reuniram neste átrio. Prestaram homenagem às vítimas da fome, da ignorância e da violência. Afirmaram sua convicção de que a miséria não é uma fatalidade inevitável. Onde os homens são condenados a viver na miséria, os direitos humanos são violados. Unir-se para fazer que sejam respeitados é um dever sagrado. Padre Joseph Wresinski".

E 5 anos depois, em 1992, as Nações Unidas reconheceram oficialmente o dia 17 de outubro como "Dia Mundial de Rejeição à Miséria".

Um dos objetivos do Dia da Rejeição à Miséria é dar a palavra aos pobres, escutar o que eles têm a dizer, não só no que se refere à pobreza e à maneira de combatê-la, mas também sobre a paz, a justiça, o futuro do mundo e as sociedades.

No último dia 19, o bispo de Soissons, Laon e Saint-Quentin, Dom Hervé Giraud, inaugurou uma placa similar no átrio da catedral de Soissons.

(Anita S. Bourdin)