Relações e vínculos na existência humana

Jornada de estudos em Roma sobre Viktor E. Frankl

Roma, (Zenit.org) | 1484 visitas

A pessoa só pode crescer e se aperfeiçoar se mantiver relação com os outros e com os valores mais elevados. Caso falte esse dinamismo ascendente, o indivíduo se fecha em si mesmo e se aprisiona no próprio eu. Esta é a convicção do psiquiatra vienense Viktor E. Frankl, fundador da logoterapia, a psicoterapia focada na redescoberta do sentido da vida e dos seus valores fundamentais, e será o tema do workshop "Relações e vínculos na existência humana: a lição de Viktor E. Frankl", que acontece na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, na próxima terça-feira, 26 de fevereiro.

O evento é organizado pela Faculdade de Filosofia da Santa Cruz, em parceria com a Associação de Logoterapia e Análise Existencial Frankliana.

A logoterapia é considerada a "terceira escola vienense de psicoterapia", depois das escolas de Freud e Adler. Frankl se descolou da psicanálise e amadureceu a sua teoria através da experiência terrível da prisão em quatro campos de concentração nazistas. Desenvolveu "uma visão integral da pessoa humana", convencido "de que não se pode compreender a existência da pessoa humana se for negada ou negligenciada a dimensão espiritual", comenta o pe. Francesco Russo, membro da comissão organizadora da jornada de estudos.

O evento pretende refletir sobre o legado de Frankl, estudando, entre outras coisas, a ligação entre a psiquiatria e a filosofia.

A parte da manhã prevê três apresentações sobre o legado do estudioso à filosofia, à psicologia e à pedagogia: Antonio Malo (Universidade da Santa Cruz) falará sobre "Sair do eu"; Eugenio Fizzotti, S.D.B. (Universidade Lateranense), sobre "Eu me torno eu através de um tu"; Anna Maria Favorini (Universidade Roma Tre), sobre "Relações e vínculos na formação: rumo ao plano de vida".

À tarde, após a exibição de uma entrevista filmada com Viktor E. Frankl, o jornalista Enzo Romeo modera um debate sobre a experiência do apoio terapêutico a menores hospedados em casas de família, presos e dependentes químicos.

Palestram também Angelo Gismondi (Faculdade Teológica da Itália Meridional), sobre "O sentido da vida e as dinâmicas familiares"; Alessandro Iannini (Cidade das Crianças Dom Bosco), sobre "Pertença, vínculos e significado da vida em crianças fora da própria família"; Mauro Gatti (Casa de Detenção de Civitavecchia), sobre "Comunicar a esperança ao homem detido"; e Anna Maria Ruggerini (Fundação Villa Maraini), sobre "A relação terapêutica como aproximação humanitária aos dependentes químicos".

O encontro termina com a palestra final do pe. Francesco Russo (Universidade da Santa Cruz) sobre "Autotranscendência e relacionalidade da pessoa: antropologia filosófica e logoterapia", seguida de um debate final.