Relações Zapatero-Igreja: colaboração leal e presença incisiva

Segundo um artigo publicado em «L’Osservatore Romano»

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja propõe «colaboração leal» à segunda legislatura do governo espanhol de José Luis Rodríguez Zapatero, elevando ao mesmo tempo sua voz em defesa dos direitos da pessoa, explica «L’Osservatore Romano».

A edição italiana do Vaticano de 12 de março publica um artigo do conhecido correspondente de vários meios espanhóis, Antonio Pelayo, no qual analisa como serão as relações com o novo governo que se formará a partir do voto deste domingo, que deu a vitória ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

O artigo reconhece que entre o Governo e a Igreja, nos últimos meses, registraram-se «confrontos a propósito da manifestação a favor da família que aconteceu em Madri, em 30 de dezembro, e da nota da Conferência Episcopal na véspera das eleições, que irritaram os socialistas e que suscitaram reações desmedidas».

«Será uma prova que permitirá medir a prudência do presidente ante as pressões da ala mais laicista de seu partido, que exige denunciar os acordos vigentes com a Santa Sé, e de uma série de lobbies que fizeram do anticlericalismo a bandeira para conseguir apoio entre a população.»

O cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri, recentemente eleito presidente da Conferência Episcopal Espanhola, recorda o jornalista, «ofereceu ao governo ‘colaboração leal’» e sem dúvida esta será a atitude da hierarquia que, está claro, não está disposta nem com este nem com outro governo a refugiar-se nas sacristias».

A Igreja, declara, «aspira a fazer que os católicos espanhóis, como todos os cidadãos, possam fazer ouvir sua voz em defesa da dignidade e dos direitos da pessoa no ágora da política e da sociedade».