Renúncia de Bento XVI

Bispos portugueses: da surpresa ao agradecimento e à oração

Fátima, (Zenit.org) | 1218 visitas

Reunidos no Santuário de Fátima na tarde de ontem, 18 de fevereiro, os bispos de Portugal reconhecem ter recebido "com surpresa” a notícia da decisão da renúncia do Papa Bento XVI, uma surpresa que "depressa" se transformou "em admiração agradecida pela sua corajosa lucidez em reconhecer as limitações de saúde e forças para exercer adequadamente o ministério ao serviço da Igreja e para bem de toda a humanidade”.

Em comunicado e a poucos dias da renúncia de Bento XVI ao seu ministério papal, a 28 de fevereiro, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, sublinha e agradece “o precioso dom do pontificado de Bento XVI, que nos revelou uma fé forte e constante; o zelo apostólico de quem se fez tudo para todos, não excluindo ninguém independentemente da sua ideologia ou religião; o estilo pessoal de grande simplicidade com que nos comunicou acessivelmente o seu pensamento culto e profundo; a coragem heroica com que afrontou os problemas que surgiram e defendeu a paz, a justiça e os mais pobres”.

Para o conclave, processo de eleição do próximo papa, os bispos portugueses pedem oração: “pedimos a oração dos católicos e de todos os crentes para que os cardeais, inspirados pela conclusão do Concílio de Jerusalém – ‘O Espírito Santo e nós assim decidimos’ –, saibam discernir e escolher o candidato mais apto para assumir a missão de sucessor do apóstolo Pedro”.

Publicamos o comunicado na íntegra:

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Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa a propósito da renúncia do Papa Bento XVI

Com surpresa recebemos a notícia da decisão do Papa Bento XVI de renunciar ao ministério que recebeu como Bispo de Roma, sucessor de Pedro e pastor da Igreja universal. Mas esta surpresa depressa se tornou em admiração agradecida pela sua corajosa lucidez em reconhecer as limitações de saúde e forças para exercer adequadamente o ministério ao serviço da Igreja e para bem de toda a humanidade. Com este gesto, o Papa, «servo dos servos de Deus», nos ensina que todo o poder na Igreja é serviço.

Queremos agradecer a Deus o precioso dom do pontificado de Bento XVI, que nos revelou uma fé forte e constante; o zelo apostólico de quem se fez tudo para todos, não excluindo ninguém independentemente da sua ideologia ou religião; o estilo pessoal de grande simplicidade com que nos comunicou acessivelmente o seu pensamento culto e profundo; a coragem heroica com que afrontou os problemas que surgiram e defendeu a paz, a justiça e os mais pobres.

Estando a poucos dias da renúncia de Bento XVI, queremos exprimir o nosso profundo afeto e gratidão e unimo-nos à sua futura missão que assim resumiu: «quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a santa Igreja de Deus». O seu exemplo de orante é para nós um incentivo a considerarmos a oração como parte integrante da missão da Igreja.

Pedimos a oração dos católicos e de todos os crentes para que os Cardeais, inspirados pela conclusão do Concílio de Jerusalém – «O Espírito Santo e nós assim decidimos» –, saibam discernir e escolher o candidato mais apto para assumir a missão de sucessor do apóstolo Pedro.

Fátima, 18 de fevereiro de 2013