Resignatio

Bento XVI é uma das maiores inteligências do mundo atual

Roma, (Zenit.org) Alejandro Ridruejo Martínez | 1287 visitas

Publicamos a seguir o testemunho pessoal sobre o papa Bento XVI escrito pelo médico espanhol Alejandro Ridruejo Martínez, ex-presidente da Irmandade Médico-Farmacêutica dos Santos Cosme e Damião, que conheceu o pontífice pessoalmente em um congresso da Federação Mundial de Médicos Católicos.

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Tinha pensado em escrever muito pouco este ano. Entre os vários motivos, por estar ocupado na edição de um livro simples, que reúne a maioria dos artigos que já publiquei.

Recebi a notícia depois da missa na pequena capela da enfermaria dos padres carmelitas descalços de Burgos.

Conheci pessoalmente o papa faz quatro anos, graças a um congresso organizado pela Federação Mundial de Médicos Católicos, que é presidida pelo jovem médico espanhol José María Simón Castellví, meu bom amigo. O congresso tratava da doação de órgãos.

Já comentei sobre este congresso, mas não me importo em repetir alguns detalhes.

Bento XVI nos recebeu na Sala Clementina por volta de meio-dia e meia e nos falou sobre a grandeza da gratuidade na doação de órgãos humanos e sobre o perigo da perversão através do dinheiro.

Os alemães o consideram hoje o alemão mais inteligente. Ele pode ser uma das maiores inteligências do mundo atual. Várias vezes, foi confirmado que ele estava acima de todos os que o rodeavam no Vaticano, o que, para mim, era um grande motivo de alegria e de tranquilidade, em particular por saber que ele sofreu a traição dos próprios colaboradores. Aliás, acho que ali começou o verdadeiro deteriorar-se físico dessa pessoa com antecedentes de ictus cerebral e com 85 anos de idade. Não nos esqueçamos da grande valentia que ele teve ao perseguir a pederastia na Igreja, nem de que devemos seguir o seu exemplo ao abordar este problema, que foi outro grande desgosto para a sua personalidade sensível.

Bento XVI, muito conhecido pela quantidade de escritos e como homem livre e humilde, também deixou escrita a possibilidade da renúncia do papa, por razões de idade, doença, falta de forças; como pessoa coerente, ele toma uma decisão muito respeitável.

Com toda gratidão e carinho,

Alejandro Ridruejo Martínez

Fonte: http://www.fiamc.org/news/resignatio/