Ressurge o pesadelo da eugenia

Estados Unidos: o Family Research Council denuncia experimentos de clonagem humana

Roma, (Zenit.org) | 827 visitas

Não bastou o horror nazista para que a humanidade entendesse o quanto é perigosa a tentativa de manipular embriões humanos a fim de criar formas de clonagem humana. É notícia, agora, que no Estado norte-americano do Oregon foram clonados embriões humanos com a mesma técnica usada para criar a ovelha Dolly.

Foram usados, nessa clonagem, óvulos femininos e células humanas. Os embriões humanos foram depois destruídos para se extraírem deles as células estaminais.
A denúncia da clonagem foi feita pela associação Family Research Council (http://www.frc.org/stemcells). Esta seria a primeira vez que se clona um embrião humano para depois serem extraídas as suas células-tronco embrionárias.

Uma tentativa no mesmo sentido foi anunciada em 2004 e repetida em 2005 pelo médico sul-coreano Hwang Woo-Suk. Pouco depois, os casos se revelaram uma fraude colossal.

O site journalCell foi o veículo que relatou este novo caso de clonagem humana bem sucedida no Estado do Oregon e a subsequente extração das células-tronco e eliminação dos embriões. Ao relatar a clonagem, o journalCell afirma que “foram usados ​​óvulos de qualidade premium”.

O dr. David Prentice, do Family Research Council (FRC), declara: "É uma grande preocupação ver que alguns cientistas ainda estão atrás da clonagem humana. É uma prática que leva a uma engenharia humana altamente perigosa, prospectando cenários semelhantes aos descritos no romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley".

De acordo com o dr. Prentice, a clonagem de embriões é perigosa e desumana. Quanto ao uso das células-tronco, o expoente do FRC explica que é muito mais fácil e mais eficaz obter as células-tronco pluripotentes a partir da pele ou de tecidos de pessoas adultas.

“As células estaminais adultas”, diz Prentice, “são mais eficazes para o tratamento dos pacientes. Mais de 60.000 pessoas por ano, em todo o mundo, recebem células adultas para transplantes e para o tratamento de pelo menos uma dúzia de doenças graves".

As técnicas de clonagem, além de serem eticamente inaceitáveis, exigem óvulos produzidos com técnicas de hiper-estimulação que são perigosas para a saúde das mulheres submetidas a tratamentos com hormônios.