"Roma e os romanos estão fraternalmente unidos à população judaica"

O presidente da Itália rejeita os recentes insultos contra a sinagoga de Roma e outros lugares da comunidade judaica

Roma, (Zenit.org) | 255 visitas

"Uma provocação miserável": é o que define, de acordo com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, os insultos e ameaças contra a sinagoga de Roma e outros lugares da comunidade judaica do país, feitos durante os dias de preparação para a Jornada da Memória, evento anual que recorda o Holocausto.

Conforme relatado pela agência de notícias Ansa, Napolitano declarou em seu discurso: "Em primeiro lugar, permitam-me rechaçar a provocação miserável que acabam de tentar fazer contra todos nós (...) Os autores, que espero que sejam rapidamente identificados, de um insulto comparável apenas à própria matéria repulsiva utilizada (uma cabeça do porco que foi colocada dentro da Sinagoga de Roma, ndr), não têm nada a ver com a Roma e com os romanos que, por sentimento humano e civil, por consciência democrática e por educação e cultura, estão fraternalmente ao lado dos homens e mulheres de origem e religião judaica, a quem abraçam em solidariedade e no compromisso de lutar rigorosamente contra todas as formas de antissemitismo".

O presidente da Itália pediu "vigilância contra qualquer insurgência de antissemitismo, mesmo que camuflado (...) A defesa da paz e dos direitos humanos é a base fundamental da nossa democracia. Uma democracia que não pode, em nenhum momento, ignorar os riscos a que possam estar expostos ou voltar a ser exposto os inocentes e indefesos de qualquer época".

É o caso, por exemplo, dos grupos vulneráveis citados no discurso de Renzo Gattegna, presidente da União das Comunidades Judaicas: "judeus, ciganos, Sinti, deficientes, doentes mentais, homossexuais".

Napolitano acrescentou imediatamente: "E também os estrangeiros".