Sai a edição crítico-histórica de um livro entrevista com o fundador do Opus Dei

Conversas com Monsenhor Josemaría Escrivá de Balaguer, foi publicado em 1968

| 908 visitas

ROMA, terça-feira, 27 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Em 1968, saiu a primeira publicação do livro “Conversas com Mons. Josemaría Escrivá de Balaguer”. Agora sai a edição crítico-histórica de tal livro, realizada pelo professor José Luis Illanes e por Alfredo Mendiz, editada pela espanhola Edições Rialp, que foi apresentada em Roma numa coletiva de imprensa.

O livro de 570 páginas é principalmente para estudantes ou pessoas que querem conhecer mais a vida da prelatura pessoal, que reune hoje mais de 90 mil pessoas no mundo.

"Quando dizemos crítico histórica - disse o professor Illanes - não queremos dizer, como normalmente entendido, de uma coleção de documentos ou de homilias ou discursos de grandes personagens, que muitas vezes se transmitiam oralmente até que fossem escritos, e portanto era necessário confrontar as fontes e as diversas versões. Porque no caso de San Josemaría está tudo escrito, gravado ou filmado”. Enquanto isso, indicou, “nesta edição crítico histórica se explica o contexto em que se realizaram, até mesmo aparecem entrevistas completas que em jornais como o New York Times, sairam muito recortadas”.

"No seu livro - continua Illanes, o fundador do Opus Dei fala sobre várias questões eclesiológicas e culturais. Os autores da edição atual ao contrário damos ao leitor o contexto intelectual e histórico para compreender a fundo tais questões”.

O livro é o terceiro volume das Obras Completas, na versão histórico-crítica. O primeiro é "O Caminho", o segundo "O Santo Rosário", todas promovidas pelo Instituto Histórico São Josemaria Escrivá de Balaguer, com sede em Roma.

O novo livro reune uma homilia pronunciada pelo fundador do Opus Dei e sete entrevistas concedidas nos anos 1967 e 1968 para Le Figaro, The New York Times, Time, L'Osservatore della Domenica e várias revistas espanholas (Telva, Gaceta Universitaria e Palabra).

O professor emérito da Universidade de Navarra disse que a vocação do santo fundador do Opus Dei teve um processo de maturação, que começa com a idéia de uma novidade, com uma explicitação do Evangelho, que é a santificação do trabalho pessoal, ou seja, “não somente rezar enquanto se trabalha” mas “santificar o próprio trabalho, fazer do trabalho um oração”.

Um amadurecimento, indicou, que além do mais vai encontrando novas possibilidades em novos contextos históricos, como a abertura do Concílio aos leigos, até a ereção da prelatura pessoal em 1982 com João Paulo II. Todas estas particularidades vão sendo explicadas durante a crítica histórica de “Conversaciones” (conversas). Para o ano de 2015 o instituto de estudos espera concluir as obras completas, que incluem também as homilias, conferências e encontros com o grande público.

(Trad.TS)