Santa Brígida

Santa Brígida testemunhou a beleza e vigor do evangelho em tudo na sua vida, nos deixando um legado de fé e ardor missionário.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 398 visitas

Brígida Birgersdotter nasceu no dia 14 de junho de 1303 em Norrtälje, na província de Uppland na Suécia. Seus pais, Birger Persson de Finsta e Ingeborg Bengtsdotter constituíram uma família nobre e muito cristã, conhecida pelos enormes favores aos mais necessitados e pelas obras realizadas com sua própria riqueza. Neste ambiente cresceu a jovem Brígida que desde cedo foi educada na fé cristã e já na infância aspirava e experimentava os dons espirituais através de revelações divinas. Uma vez viu a Virgem Maria colocar uma coroa em sua cabeça e outra vez viu Jesus flagelado e morto na cruz.

Aos 10 anos, Brígida ficou órfã de mãe e seu pai a entregou aos cuidados de sua tia Catarina na cidade de Aspanas. Aos 13 anos, contra a vontade, foi dada em casamento ao também jovem Ulf Gudmarsson. Tiveram oito filhos e o testemunho de Brígida arrastou o esposo a uma vivência piedosa e durante uma de suas peregrinações Ulf adoeceu, retornando à Suécia, por volta do ano 1334. Brígida decidiu então seguir a vida monástica, repartindo todos os seus bens e vivendo aos arredores do Mosteiro de Alvastra. Suas visões tornaram-se mais frequentes e em uma delas recebeu a ordem de Deus para partir até Roma.

Brígida foi à Roma no ano 1349, para encontrar o Papa e pedir-lhe permissão para fundar uma congregação. O Papa residia em Avinhon e Brígida por muito tempo escreveu cartas ao Papa para que retornasse e devolvesse a ordem àquela cidade. Em 1368 o Papa retornou e aprovou as regras apresentadas por Brígida. Empreendeu então longas viagens, catequizando e construindo mosteiros por toda a Europa. Em 1371, realizou uma peregrinação à Terra Santa, que, por fim, debilitou muito a saúde. Retornando à Roma faleceu no dia 23 de julho de 1373.

Brígida foi canonizada em 07 de outubro de 1391 pelo Papa Bonifácio IX. Sua ordem foi chamada Ordem do Santo Salvador e foi dirigida por sua filha, Catarina da Suécia. Em 1999 foi escolhida pelo Papa João Paulo II como padroeira da Europa.