Santa Cristina

Santa Cristina testemunhou que não lhe custava perder a vida, mas a fé por nada ela perderia e defendeu-a até o martírio.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 558 visitas

A tradição nos apresenta poucos fatos acerca da vida de Cristina. Alguns registros arqueológicos e relatos sobre seu martírio nos trazem informações mais precisas sobre sua vida.

Cristina nasceu na Toscana (Itália), perto do lago de Bolsena, por volta do ano 288 d.C.  Era filha de um magistrado pagão, rico e poderoso chamado Urbano que também assumia a função de oficial do exército em Tir, na Etrúria, parte da Toscana. Urbano era um terrível perseguidor dos cristãos, os quais, na própria casa do oficial, eram submetidos aos mais severos julgamentos e suplícios. Ainda assim, muitos não contrariavam sua fé ou perdiam a alegria. Tudo isso gerava no coração de Cristina um questionamento acerca do seguimento de Cristo. A escrava de sua casa a auxiliou no caminho de fé, preparando-lhe o batismo.

Urbano, percebendo a inclinação da filha ao cristianismo chegou a interrogá-la sobre sua aspiração e foi aumentando a perseguição à jovem. Cristina, não obstante a imposição do pai, continuava sua participação na celebração da Eucaristia, ainda que as escondidas. Visitava e acolhia os pobres e encarcerados. Urbano, tentando persuadir a filha, ordenou que ela prestasse culto aos ídolos, mas foi em vão. Cristina desfez-se das imagens dos ídolos de seu pai incitando sua fúria.  Urbano então empreendeu terríveis sofrimentos à própria filha a fim de que ela renunciasse sua fé.

Mandou chicoteá-la e a prendeu no calabouço. Não satisfeito com a firmeza de sua filha na fé, ordenou que tivesse seu corpo dilacerado por ganchos de ferro e depois queimado em uma chapa incandescente. Por fim mandou amarrar uma pedra em seu pescoço e lançou-a no lago de Balsena, mas um anjo a salvou, fato que fez com que seu pai morresse de colapso. Dion, o juiz que sucedeu Urbano, continuou a trajetória de suplícios com a jovem, porém sem sucesso.

Cristina foi martirizada por flechas na cidade de Tyro, que ficava em uma ilha no lago de Balsena na Itália. Suas relíquias estão em Palermo, na Sicília e em Toffia, na Província de Rieti.