Santa Gemma Galgani

Gemma pergunta: Quem te matou Jesus? Ele responde: O amor! Assim era a relação de intimidade e amor da jovem Gemma Galgani com o amado de sua alma.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 363 visitas

Gemma pergunta: “Quem te matou Jesus?” Ele responde: “O amor!” Assim era a relação de intimidade e amor da jovem Gemma Galgani com o amado de sua alma.

Gemma Maria Humberta Pia Galgani nasceu no dia 12 de março de 1878, no vilarejo italiano de Borgo Nuovo. Sua família era muito católica e muito tradicional na Itália. Seu pai era químico e sua mãe tinha origem nobre. O casal teve oito filhos, dos quais o quinto foi Gema Galgani. Devido ser a primeira menina, batizaram-na pelo nome de Gemma que significa “jóia” em italiano.

Desde cedo Gemma e seus irmãos foram iniciados na vida cristã através do sólido ensinamento católico de sua mãe. Gemma desenvolveu assim um profundo gosto pela oração e pela devoção à Cristo crucificado. Foi essa devoção e fervor que lhe deram força para aos sete anos suportar a morte da mãe, vítima de tuberculose e aos dezoito anos a morte de seu pai. Este tempo de dor e ausência paterna levou Gemma a apegar-se cada vez a Jesus através da oração experimentando grandes manifestações divinas e místicas.

Após estes fatos, aos vinte e um anos foi acolhida na casa da família Gianinni e lá ajudava nas tarefas de casa sem contudo limitar sua vida de oração. Neste período conheceu o Padre Germano que se tornou seu diretor espiritual. Gemma desejava entrar para o convento da congregação passionista, a mesma do Pe. Germano, mas sua fragilidade física não permitia seguir a rotina monástica. Gemma estava acometida de sérios problemas na coluna e de meningite, além de outras enfermidades.

Graças a sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus, Gemma ficou curada de suas enfermidades. Mas no ano 1902, Gema adoeceu novamente vindo a receber em seu corpo os estigmas de Jesus. Tal foi o sofrimento de Gemma, mas em nenhum momento perdeu a fé e a esperança em Cristo, nos ofertando um testemunho de heroica paciência e resignação frente aos desafios.

Faleceu aos vinte e cinco anos no dia 11 de abril de 1903. Era um Sábado Santo. Foi beatificada em 1933 e canonizada no dia 2 de março de 1940 pelo Papa PioXII. Deixou escrita sua autobiografia intitulada "O quaderno dos meus pecados" e foi declarada pela Igreja “modelo para a juventude”.