Santa Júlia Billiart

Meu coração conhece só um grito: Meu Deus, que quereis que eu faça? Assim escrevia Santa Julia Billiart em suas cartas deixadas à irmãs e as comunidades.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 298 visitas

“Meu coração conhece só um grito: Meu Deus, que quereis que eu faça?” Assim escrevia Santa Julia Billiart em suas cartas deixadas à irmãs e as comunidades.

Maria Rosa Júlia Billiart nasceu na cidade de Cuvilly, na França, no dia 12 de julho de 1751. Sua família era muito pobre, mas seus pais, Francisco e Maria Antonieta sempre foram muito religiosos e assim conduziram a pequena Júlia pelos ensinamentos cristãos. Júlia era a quinta de sete filhos do casal. Aprendeu o básico da educação, pois auxiliava os pais nos trabalhos do campo para o sustento da casa. 

Mas nem isso impedia a jovem de mergulhar nos caminhos da santidade. Mesmo atarefada, sempre buscava aprender de Deus estudando o catecismo e aos oito anos fez sua primeira comunhão, autorizada pelo padre que a ensinava e reconhecia na pequena Júlia grandes virtudes. Júlia ainda não tinha vinte anos completos quando presenciou a tentativa de assassinato do seu pai e foi acometida de uma paralisia emocional que atingiu suas pernas e a manteve assim por 22 anos. Mesmo acamada Júlia dava aulas de catecismo para os camponeses e jovens.

Em 1790, com o advento da Revolução Francesa, iniciou-se também, as perseguições aos religiosos e Júlia ofereceu sua casa para abrigo dos sacerdotes perseguidos. Mesmo enferma, decidiu acompanhar os sacerdotes em suas fugas e passaram cerca de cinco anos escondidos na cidade de Compiègne. Assim o estado de saúde de Júlia agravou-se e ela veio a perder por algum tempo sua fala. Em 1793 a jovem teve uma visão na qual relata que via aos pés de uma cruz um grupo de mulheres vestindo roupas estranhas e escutavam uma voz que dizia: "Eis as filhas que te darei num Instituto que será marcado com a minha cruz.”

Em 1803, cessado o terror da Revolução, muda-se para a cidade de Amiens, onde juntamente com a condessa Francisca e alguns companheiros decidiram viver a vida religiosa e fundaram a Congregação de Notre Dame de Namur. Em 1804 a jovem foi curada milagrosamente de sua enfermidade e voltou a andar e falar. Fundaram orfanatos, conventos e salas de catequese por toda a França.

Júlia faleceu em 08 de abril de 1816 aos 64 anos de idade, foi beatificada em 13 de maio de 1906, e canonizada pelo Papa Paulo VI em 1969.