Santa Juliana de Falconeri

Santa Juliana completou na carne o sacrifício de Cristo em favor da Igreja e da evangelização.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 293 visitas

Juliana Falconieri nasceu no ano de 1270. Filha do casal Caríssimo e Ricordata, Juliana descende de uma rica família aristocrata e sobrinha de Santo Aleixo Falconieri, um dos fundadores da Ordem dos Servos de Maria. Seu pai, já idoso, faleceu pouco tempo depois do nascimento de Juliana que ainda criança, dedicava-se à vivência das virtudes cristãs e à oração. A tradição conta que as primeiras palavras de Juliana foi Maria e José.

Influenciada pelo testemunho de seu tio, aos quinze anos fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas por volta do ano 1284 e conseguindo a adesão de diversas jovens e religiosas que empreenderam grandes jornadas de caridade em favor dos doentes, necessitados e pobres. Desta iniciativa surgiu a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de "Mantellate" por conta do estilo de hábito que usavam, com mangas curtas para facilitar seus trabalhos. A Ordem obteve aprovação canônica do papa Bento XVI no ano de 1304.

Após a aprovação, Juliana foi nomeada superiora da Congregação. Seu trabalho de caridade intensificou-se ainda mais, bem como a suas penitências e orações. A intensidade de sua vida espiritual e apostólica levou-a aos setenta anos a adquirir uma enfermidade estomacal que a impedia de absorver qualquer alimento, inclusive a eucaristia. Sendo incapaz de receber a comunhão devido aos fortes vômitos e já muito debilitada, pediu ao Padre Tiago de Campo Regio  que colocasse o corporal sobre seu peito e ali colocasse a hóstia consagrada.

Após colocada a hóstia, Juliana faleceu. Datava-se 10 de junho de 1341 e conforme a tradição, ao ter seu corpo preparado para o sepultamento, identificaram impresso em seu peito, uma imagem de Jesus crucificado.

Juliana foi beatificada no dia 08 de julho de 1678 pelo Papa Inocêncio XI e canonizada em 16 de junho de 1737 pelo Papa Clemente XII.