Santa Maria Josefa do Coração de Jesus

Para Maria Josefa "a caridade e o amor de uns pelos outros formam, ainda nesta vida, o céu das comunidades nos revelando no pobre e enfermo o rosto de Cristo

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 313 visitas

“Na vida da nova Santa, primeira basca a ser canonizada, manifesta-se de modo particular a ação do Espírito. Ele guiou-a ao serviço dos enfermos e preparou-a para ser Mãe de uma nova Família religiosa.” Assim disse o Beato João Paulo II na ocasião da canonização de Maria Josefa.

"Nasci com a vocação religiosa", dizia a jovem, nascida no ano de 1842 em Vitória na Espanha. De família muito simples, onde seu pai era serralheiro e sua mãe doméstica, logo na infância recebeu os sacramentos da iniciação cristã. Muito cedo também ficou órfã de pai e aos 16 anos veio a concluir seus estudos com os parentes na cidade de Madri. Maria Josefa demonstrava além do fervor na fé e a devoção a Nossa Senhora uma predileção especial pelos pobres e no cuidado aos doentes.

Completado os 18 anos a jovem retornou para sua cidade natal e manifestou o desejo de seguir a vocação religiosa ingressando no ano de 1865 no mosteiro do Instituto Servas de Maria, em Madri. Durante sua caminhada vocacional, várias dúvidas e incertezas afligiram Maria Josefa colocando-a em questionamento quanto à sua vocação. Recorreu então ao aconselhamento do de Antônio Maria Claret, arcebispo e da madre Soledade Torres Acosta.

Tamanha foi a graça e a ação de Deus através destes aconselhamentos que Maria Josefa decidiu fundar na cidade de Bilbao em 1871, uma nova família religiosa denominada Instituto das Servas de Jesus. Maria Josefa tomou o nome de Irmã Maria do Coração de Jesus e assumiu o Instituo como priora. Realizavam trabalhos voltados para o acompanhamento, acolhimento e cuidado com os pobres, doentes nos hospitais e sanatórios, onde aplicavam o cuidado material e espiritual de forma conjunta.

O Instituto foi aprovado em 1874 pelo Bispo de Vitória e confirmado definitivamente pelo Papa Leão XIII em 1886. Maria Josefa conseguiu através de sua espiritualidade e serviço levar a congregação para muitas outras cidades somando-se 43 casas e inúmeras religiosas á serviço. Após quarenta anos como priora do Instituto, Maria Josefa foi acometida de grave doença e veio a falecer no dia 20 de março de 1912.

Maria Josefa foi solenemente beatificada por João Paulo II em 1992 e canonizada em 1 de Outubro de 2000.