Santa Sé pede acolhida e integração para imigrantes

Mostra seu acordo com as leis que favorecem os extra-comunitários

| 1275 visitas

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- As leis que permitam facilitar a cidadania aos imigrantes residentes na Itália que cumprirem com todos os requisitos para estar no país vão “pelo caminho da integração”, segundo disse hoje Dom Agostino Marchetto, secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

O prelado interveio durante uma coletiva de imprensa na Santa Sé, na qual foi apresentado o VI Congresso Mundial para a Pastoral de Migrantes e Refugiados, com o tema “Uma resposta pastoral para o fenômeno migratório na era da globalização”.

Dom Marchetto indicou que, infelizmente, algumas igrejas locais não cumpriram com as propostas apresentadas pela instrução Erga migrantes caritas Christi, publicada há cinco anos por este dicastério, cujos textos serão os pontos de reflexão neste congresso.

Frente a esta denúncia, um jornalista perguntou a Dom Marchetto em que casos concretamente ele via que algumas dioceses ignoram tal documento.

“Quando convidamos a que haja comissões que se ocupem da pastoral migratória e vemos que em muitos lugares ela não existe”, respondeu Dom Marchetto.

Também afirmou ter visto que, em várias dioceses, “o aspecto pastoral é absorvido pelo aspecto social” e assegurou que, para evitar que isso aconteça, “é necessária uma pastoral específica da mobilidade humana”.

Cidadania

Outro jornalista perguntou, durante a coletiva de imprensa, sobre a proposta de lei que visa a diminuir o tempo para obter a cidadania italiana dos estrangeiros que cumprirem com os requisitos exigidos pelo Estado.

O presidente do Conselho, Dom Antonio Maria Vegliò, mostrou-se favorável a esta proposta: “Não entendo por que eles (os extra-comunitários) não podem ter a cidadania italiana”.

“Aqui na Itália temos cerca de 4,5 milhões de imigrantes, pessoas que trabalham, pagam os impostos e ajudam a aumentar a riqueza do país”, assegurou.

“As crianças estudam em nossas escolas e não entendo por que não devem ser integradas completamente, se respeitam as leis e observam as regras”, concluiu Dom Vegliò.