Santa Sé pede maior atenção da ONU com refugiados
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GENEBRA, sexta-feira, 10 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Um representante da Santa Sé na ONU pediu que o organismo amplie sua ação em favor dos refugiados.
Dom Silvano Tomasi falou essa quarta-feira, em Genebra, na 59ª reunião do Comitê Executivo do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR).
O arcebispo afirmou que, «olhando para o futuro, a condição das pessoas desalojas parece mais desoladora que nunca», já que se observa um contexto em que faltam «respostas políticas, assistência imediata e ‘know-how’ técnico».
O observador vaticano recordou que o ACNUR recebeu a missão da assembléia geral da ONU de ampliar sua proteção a novos grupos: pessoas sem lar, os que retornam a sua terra de origem e os deslocados no interior do próprio país.
Nesse sentido, algumas novas medidas que estão submetidas a aprovação da ONU apontam a resolver «problemas de intolerância e fracasso em respeitar os direitos dos solicitantes de asilo». Também «animam a manutenção de importantes leis de direitos internacionais humanitários e humanos como necessário ponto de referência».
O observador apontou a «urgente necessidade de ampliar a reflexão e as medidas estatutárias até cobrir todo o leque das situações instáveis das pessoas deslocadas à força».
Os instrumentos relativos aos refugiados atuais são o princípio de um ‘continuum’, em cujo extremo oposto se podem situar as convenções e acordos da ONU através da Organização Internacional do Trabalho, para proteger a atividade laboral os migrantes e suas famílias, recordou Dom Tomasi.
«Entre esses dois polos situam-se milhões de outras pessoas forçadas a se deslocar pela desertificação, a fome, a mudança climática, a opressão generalizada e as violações de seus direitos humanos», afirmou.
Muitas dessas pessoas permanecem dentro das fronteiras de seu próprio país, sem receber a proteção de que necessitam. Algumas delas são atendidas pelas ações do ACNUR, mas muitas não, pois diferem da tipologia de refugiados ou trabalhadores migrantes.
Mas a comunidade internacional «não pode ignorar» essas pessoas, afirmou Dom Tomasi, já que «há uma obrigação ética de ampliar a proteção a elas, por mais difícil que isso possa ser».


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