Santa Sé pede maior respeito pela mulher

Pede na ONU leis contra a prostituição e a pornografia

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NOVA YORK, domingo, 17 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – A Santa Sé enfatiza que a inerente dignidade das mulheres é a afirmação necessária que conduzirá ao seu progresso.

A consulesa da missão vaticana Cathy Murphy interveio na terça-feira passada, em nome do observador permanente da Santa Sé na ONU, o arcebispo Francis Chullikatt, perante o Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas, em um debate geral sobre o progresso das mulheres.

A delegada declarou que “o autêntico desenvolvimento das mulheres implica o respeito a sua inerente dignidade, incluindo sua identidade étnica e religiosa”.

“O bem-estar do futuro da comunidade humana depende em grande medida da habilidade dos Governos e da sociedade civil para respeitar verdadeiramente as mulheres, sua dignidade e seu valor.”

A delegada da Santa Sé se referiu à “recente instituição de UN Women” e expressou a esperança de que “esta nova entidade saiba proporcionar uma assistência real a todos os Estados quando colaboram para melhorar a vida das mulheres e das mães em todo lugar”.

“Um desenvolvimento significativo é que um número crescente de países está aplicando uma legislação compreensiva que prevê tanto sanções justas para a violência como a garantia de apoio e proteção para as vítimas”, afirmou Murphy.

A delegada denunciou a “tragédia do tráfico de pessoas”. “É importante que os Estados destaquem cada vez mais a necessidade de enfrentar as condições que tornam as mulheres e crianças vulneráveis – pobreza, falta de emprego e oportunidades educativas – como parte das estratégias de prevenção”.

Proteção

O tráfico transnacional de mulheres e crianças para a exploração sexual – declarou Murphy – apoia-se em uma realidade “facilitada pela oferta dos países que as enviam e a demanda nos países de chegada”.

Por essa razão, as leis “contra a prostituição, pedopornografia e exploração sexual devem-se reforçar para proteger melhor as mulheres e crianças”. “A pessoa humana não pode ser objeto de comércio para nenhum objetivo”, disse.

A delegada observou que “também as famílias das pessoas objeto de tráfico precisam de proteção”.

“Muito frequentemente, o principal obstáculo para a colaboração entre uma vítima do tráfico humano e o reforço das leis é a intimidação das vítimas e seus familiares por parte dos traficantes.”

Murphy também recordou a importância de proporcionar às mães “assistência pré-natal de base, pessoal preparado em todos os partos e especialistas nas complicações que possam pôr em perigo a vida, tanto da mãe como da criança que deve nascer”.

“Precisa-se de uma aproximação centrada na pessoa, uma aproximação que seja plenamente respeitosa da dignidade intrínseca e do valor de toda pessoa – desde a concepção até a morte natural –, uma aproximação que veja o indivíduo não como um peso, mas como uma contribuição à família humana”, disse.