Santa Sé publicará documento sobre pobreza e globalização

Anunciou o cardeal Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz»

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Por Inmaculada Álvarez

DAR ES SALAAM, terça-feira, 2 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Renato Martino anunciou a publicação, por parte da Santa Sé, de um documento no qual se analisará a pobreza no atual contexto da globalização.

Segundo Rádio Vaticano informou nesta terça-feirao presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz» anunciou a publicação deste novo documento durante a Conferência Pan-africana sobre a Missão realizada nestes dias em Dar Es Salaam (Tanzânia).

O cardeal Martino afirmou com relação a isso que «a opção preferencial pelos pobres é, desde o Concílio Vaticano II, um dos pontos que caracterizam a Doutrina Social da Igreja».

«A pobreza e, sobretudo, a crescente desigualdade entre áreas, continentes e países, inclusive dentro destes últimos, constitui o problema mais dramático que o mundo de hoje enfrenta.»

Durante o discurso de encerramento da Conferência, durante a qual se apresentou o Compêndio da Doutrina Social para a África, como já se fez para a América (Cidade do México, 2005) e Ásia (Bangkok, 2007), o purpurado explicou que este novo documento pretende oferecer respostas concretas a partir da Doutrina ao problema da pobreza.

«A intenção é indicar uma aproximação evangélica para combater a pobreza, identificar, tanto no âmbito nacional como internacional, os responsáveis por combater a pobreza, sensibilizar a Igreja sobre uma maior e mais articulada atenção e consciência dos problemas da pobreza e dos pobres do mundo».

«Não se deve esquecer que hoje a pobreza extrema tem sobretudo o rosto de mulheres e crianças, especialmente na África», acrescentou.

O cardeal Martino afirmou que o dinamismo da evangelização «deve impulsionar a Igreja a privilegiar aos pobres, a dirigir nossas forças a eles, a considerar a renovação da sociedade a partir das exigências dos pobres».

Com relação à globalização, o purpurado explicou que «o empenho que tenha como fim a organização e estrutura da sociedade, de forma que o próximo não tenha de encontrar-se na miséria» constitui «um ato de caridade indispensável».

Este empenho deve ser maior ao se levar em conta que a pobreza «é a situação na qual se debate um grande número de pessoas e inclusive povos inteiros, situação que hoje adquiriu as proporções de uma verdadeira questão social mundial», acrescentou.