Santas Perpétua e Felicidade

O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse um grande valor para ser capazes de sofrer e lutar por nossa santa religião" narrava Perpétua em seu diário sobre a prisão com Felicidade.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 350 visitas

Perpétua era de origem nobre, porém sua família era pagã. Tinha 22 anos, converteu-se ao cristianismo, casou-se e tinha um filho recém-nascido e juntamente com sua escrava Felicidade foram presas e martirizadas no ano de 203 na cidade de Cartago no norte da África.

No ano de 202, o imperador Severo empreendeu grande perseguição aos cristãos impondo que aqueles que continuassem sendo cristãos e não adorassem aos deuses romanos iriam morrer. Perpétua realizava uma reunião religiosa em sua residência quando foram abordadas pela guarda do imperador que a levou para a prisão juntamente com sua escrava Felicidade que estava grávida de oito meses e veio a dar a luz ao filho na prisão.

Na prisão as duas mulheres, além da escuridão e calor insuportável do local, sofreram diversas humilhações e flagelos. Perpétua narrou tudo em um diário no qual relata que seu pai foi ao cativeiro para tentar persuadi-la a renegar sua fé, porém sem sucesso. No cativeiro foram batizadas e davam testemunho de sua fé juntamente com outros seis companheiros.

Neste mesmo tempo o chefe do governo de Cartago as chamou para publicamente renunciar à sua fé. Tanto Perpétua quanto Felicidade declararam que preferiam morrer a renunciar à Cristo. Felicidade deu à luz no cárcere dias antes de ser martirizada. Perpétua diante do juiz e de seu pai que tentou mais uma vez convencê-la proclama: “sou cristã, não posso me chamar pagã, porque sou cristã e quero sê-lo para sempre”.

Sentenciadas ao martírio juntamente com os companheiros de cárcere, realizaram a última ceia onde diáconos lhes levaram a comunhão. Logo após os companheiros foram jogados às feras que os dilaceraram. Perpétua e Felicidade foram introduzidas no anfiteatro para serem açoitadas e atacadas por uma vaca enfurecida. Após todo o sofrimento, Perpétua e Felicidade foram degoladas e depois sepultadas na Basílica de Majorum em Cartago.

Seus nomes são lembrados no Cânon Romano e são invocadas tanto na "Ladainha dos Santos" como na "Oração Eucarística I".