Santo Padre indica que Natal e Páscoa nos arrancam da morte

Durante a audiência geral desta semana

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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI destacou a unidade existente entre a noite de Natal e a Páscoa e afirmou que a encarnação, morte e ressurreição de Jesus nos abrem a um futuro eterno.

A afirmação foi feita durante a audiência geral da última quarta-feira, 5 de janeiro, realizada na Sala Paulo VI do Vaticano, com peregrinos procedentes do mundo todo.

"Encarnação e Páscoa não são próximas uma da outra, mas são os dois pontos-chave inseparáveis da única fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus Encarnado e Redentor", indicou

"Só porque verdadeiramente o Filho, e nele o próprio Deus, ‘desceu' e ‘se fez carne', morte e ressurreição de Jesus são eventos contemporâneos e que dizem respeito a nós, livram-nos da morte e abrem-nos um futuro no qual esta ‘carne', a existência terrena e transitória, entrará na eternidade de Deus", explicou.

"Nesta perspectiva unitária do mistério de Cristo, a visita ao presépio orienta a visita à Eucaristia, onde encontramos presente, de modo real, o Cristo crucificado e ressuscitado, o Cristo vivo."

O Papa prosseguiu indicando que, "para compreender o significado desses dois aspectos inseparáveis, devemos viver intensamente o tempo natalino, como a Igreja o apresenta".

E destacou que a Igreja o apresenta em sentido amplo, estendendo-o durante quarenta dias, "de 25 de dezembro a 2 de fevereiro, da celebração da Noite de Natal à Maternidade de Maria, à Epifania, ao Batismo de Jesus, às Bodas de Caná, à Apresentação no templo, por analogia com o Tempo pascal, que forma uma unidade de cinquenta dias até Pentecostes".

Resgatar o Natal

Bento XVI também sublinhou a necessidade de "resgatar essa época de Natal de um revestimento muito moralista e sentimental".

Neste sentido, afirmou que "a celebração do Natal não nos propõe somente exemplos a imitar, como a humildade e pobreza do Senhor, sua bondade e amor para com os homens; mas é, mais que tudo, o convite a deixarmo-nos transformar totalmente por Aquele que veio em nossa carne".

"Vivamos este tempo natalino com intensidade - exortou: depois de adorar o Filho de Deus feito homem e deitado na manjedoura, somos chamados a passar ao altar do Sacrifício, onde Cristo, Pão vivo que desceu do céu, se oferece a nós como verdadeiro alimento para a vida eterna."

"E o que vimos com nossos olhos, na mesa da Palavra e do Pão da Vida, isso que contemplamos, que nossas mãos tocaram, o Verbo feito carne - concluiu -, anunciemo-lo ao mundo com alegria e testemunhemo-lo com generosidade, com toda a nossa vida."