Santos Marcelino e Pedro

Abraçaram a dor e a cruz do martírio nos deixando um testemunho convicto de têmpera e ousadia em favor da fé.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 368 visitas

A história nos apresenta poucos registros da vida destes dois santos. O mais antigo registro acerca da vida dos santos decorre do Papa Dâmaso, por volta do ano 384 que escutou o relato do martírio dos dois padres por parte de seu algoz chamado Doroteo que após o decorrido converteu-se ao cristianismo.

Eram tempos de grandes perseguições religiosas impostas de forma terrível pelo imperador Diocleciano. Marcelino e Pedro eram sacerdotes muito respeitados e influentes entre o clero romano. Por meio deles, muitas conversões aconteceram e isso despertou a ira dos perseguidores que denunciaram os dois. Marcelino e Pedro foram presos e levados a julgamento.

No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão que tinha uma filha enferma. Médicos da região não conseguiam diagnosticar as causas da doença da jovem e Marcelino e Pedro discerniram ser uma possessão. Argumentaram com Artêmio, propondo-lhe a fé cristã e a libertação dos males por meio desta. O mesmo ignorou os padres que por intervenção divina foram libertos por um anjo e conduzidos à casa de Artêmio que escutando desta vez rendeu-se à pregação da Palavra e converteu-se juntamente com a esposa. Sua filha foi então liberta do mal que a afligia e também aderiu à fé cristã.

Marcelino e Pedro foram então recapturados e condenados à execução. Diocleciano ordenou que fossem decapitados fora da cidade para que o fato não chamasse a atenção do povo. A morte dos dois ocorreu no dia 2 de junho de 304. Seus corpos foram escondidos, mas depois uma senhora de nome Lucilla os encontrou e os enterrou em um lugar digno. No ano 1751 o imperador Constantino mandou erguer uma basílica que foi dedicada aos dois santos mártires.