São 113 os cardeais eleitores presentes neste momento em Roma

Mais dois e o Colégio dos cardeais eleitores estará completo para entrar na Capela Sistina e começar o tão esperado Conclave que, segundo rumores, já poderia começar na próxima segunda-feira, 11 de março

Roma, (Zenit.org) Salvatore Cernuzio | 1051 visitas

No briefing cotidiano na Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi explicou aos jornalistas que na quarta Congregação geral desta manhã estavam presente 153 cardeais, entre eleitores e não eleitores. Destes, quatro são os novos cardeais que chegaram ontem na Capital que pronunciaram o juramente hoje: os cardeais Lehmann, Naguib, Tong Hong e Wetter, o único não eleitor. Com o cardeal de Varsóvia, Nycz, esperado durante o dia, e o cardeal vietnamita, Pham Minh Mân, que chegará amanhã - disse Lombardi - "todos os eleitores estarão em Roma."

O porta-voz do Vaticano informou ainda que o Cardeal Decano, Angelo Sodano, deu os parabéns ao cardeal Coccopalmerio que cumpre hoje 75 anos, para o cardeal Terrazas que chegará amanhã aos 77 anos de idade e por fim ao card. Kasper que cumprindo ontem 80 anos, é o cardeal eleitor mais ancião do Conclave. No entanto, o cardeal não é o decano dos Padres Conclavistas, afirmou Lombardi, pois “não é a idade física que determina o decanato, mas o pertencer a uma das três Ordens das quais o Colégio dos cardeais se compõe: a Ordem dos Bispos, dos sacerdotes e dos diáconos.

Foram 18 as intervenções da quarta Congregação de hoje, relatou depois o diretor da Sala de Imprensa, todos “provenientes de diferentes partes do mundo” e com a duração máxima de 5 minutos, considerando os inúmeros pedidos de palavra na lista. As intervenções não são selecionadas com base a uma ordem estabelecida "por áreas geográficas, competências ou outro", mas ao pedido de palavra.

Com os de hoje, acrescentou, "chegou-se a um total de 51 cardeais que falaram nestes dias”. Entre os argumentos abordados: “o tema da Igreja no mundo de hoje e as exigências da nova Evangelização”;  a Santa Sé, os dicastérios, a relação com os episcopados; e as expectativas  e o perfil do futuro pontífice.

Também foi marcada para amanhã à tarde uma Congregação, útil - disse o porta-voz - para "aumentar o ritmo do trabalho comum". Enquanto acontecerá hoje no fim da tarde a oração comum dos cardeais na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Comastri e aberta aos fiéis.

Durante a conferência, foi exibido um vídeo da CTV que mostrou as imagens da Capela Paulina, da Sala Regia e dos trabalhos em curso na Capela Sistina, incluindo a montagem de grandes placas para proteger o antigo piso artístico e a organização de um piso elevado e provisório, sobre o qual serão colocadas as mesas e as cadeiras dos eleitores.

A “polêmica” nota de um briefing puramente informativo foi a questão dos mega encontros “paralelos” que os cardeais norte-americanos tiveram há alguns dias no North American College no Gianicolo (onde estão hospedados até quando irão à Domus Santa Marta), amplamente frequentados pela imprensa americana e não somente.

A idéia de O'Malley, Dolan, Di Nardo & co. era de encontrar diariamente e pessoalmente os meios, para proporcionar a máxima transparência sem o risco de boatos ou de fontes anônimas desvalorizando o delicado momento que a Igreja vive.

Evidentemente o objetivo não foi alcançado plenamente, já que no momento da conferência, justo quando padre Lombardi lembrava “a tradição do sigilo do Conclave”, chegou na Sala de imprensa a breve comunicação da porta-voz irmã Mary Ann Walsh, que anunciava: “Durante as Congregações Gerais expressou-se a preocupação do vazamento de notícias à imprensa italiana sobre discussões reservadas. Como precaução, os cardeais decidiram não dar entrevistas”.

Questionado pelos jornalistas sobre o assunto, padre Lombardi explicou que o caminho com o qual o Colégio cardinalício chega “em consciência à melhor preparação do Conclave” é um caminho “progressivo”, onde depois de um momento inicial de “abertura e partilha”, segue um de “reserva absoluta” que quer “tutelar a liberdade da abordagem e da reflexão de cada um dos membros do Colégio”. Em todo caso, acrescentou, “ninguém sonha em dar instruções aos cardeais sobre como lidar com a imprensa," ainda porque é responsabilidade do Colégio dos Cardeais, como "corpo único”, orientar ao respeito.

Antecipando uma pergunta certa certamente lhe fariam, padre Lombardi declarou: “Ainda não se decidiu a data do Conclave”, sublinhando que, dada a especial situação de Sé vacante, “no Colégio dos cardeais existe a vontade de uma preparação adequada, séria, profunda, sem pressa”.

Ainda não pareceu apropriado, portanto, “colocar uma votação sobre a data do Conclave que poderia ser sentida por uma grande parte do Colégio como uma pressão no que diz respeito à dinâmica de reflexão". Além disso, acrescentou, "parece-me mais respeitoso e natural esperar que o corpo dos cardeais eleitores esteja completamente presente, como deveria ser a partir de amanhã”.

Sobre a reação da Santa Sé por causa da morte de Hugo Chávez, o diretor da Sala de Imprensa informou que o cardeal venezuelano Urosa Savino já manifestou a sua participação, mas que atualmente não existem outras mensagens de instituições da Santa Sé ou do núncio de Caracas. Será a Congregação geral ou aquela particular que avaliará o caso.