São Carlos Lwanga e companheiros

Carlos e seus companheiros foram firmes e corajosos na fé. Em meio a dor mantiveram acesa a chama do amor de Deus.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 425 visitas

Carlos Lwanga residia na região de Uganda. Desde cedo foi educado e preparado por sua família para exercer o sacerdócio ao deus Kabaka que segundo a cultura de seu país admitia somente homens virgens e virtuosos. Carlos seguiu esta determinação até o dia em que soube da chegada de missionários à sua região no ano de 1878. Foi conhecê-los, pois soube que também guardavam a castidade e veio a conhecer Robert Mukasa que era o líder católico. Mukasa orientou e ensinou as virtudes de fé e a doutrina cristã para Carlos que abandonou seus deuses, sendo batizado.

Uganda era governada pelo Rei Mwanga II que tinha comportamento bastante dissoluto e sem pudor. Carlos já assumia a liderança dos pajens do palácio e juntamente com Mukasa procuravam repreender o rei de suas infames atitudes. Em 1885, o rei irritado com as constantes investidas de Mukasa ordenou sua decapitação. O rei empreendeu então grande perseguição aos cristãos iniciando pelos pajens do palácio os quais foram duramente questionados e alguns deles mortos por não ceder às atitudes arbitrárias do rei.

Percebendo isso, Carlos batizou os pajens e os orientou na firmeza e perseverança na fé. Mwanga II entrou em consenso com seu conselho e resolveu interrogar os pajens com o intuito de renegarem a sua fé sob pena de morte. Assim o fez, ordenando que aqueles que rezavam ficassem de um lado e os que não rezassem ficassem ao seu lado. Carlos e seus doze companheiros foram para o lado oposto e inflamaram a ira do rei que os perguntou uma última vez se iriam permanecer cristãos. Ao ouvir um sonoro sim por resposta, ordenou que fossem mortos.

Os jovens foram confinados na prisão de Namugongo, a setenta quilômetros da capital, Kampala. No dia 03 de junho de 1886 iniciaram-se as terríveis torturas e flagelos aos jovens. Carlos foi o primeiro a morrer, queimado vivo, para assim motivar os outros a desistirem de sua fé. Mesmo depois de sua morte e sob terríveis sofrimentos, nenhum dos jovens recuaram e foram mortos. Os mártires foram beatificados por Bento XV a 6 de junho de 1920 e canonizados pelo papa Paulo VI em 18 de outubro de 1964. Carlos Lwanga foi declarado "Padroeiro da Juventude Africana"