São Cirilo de Jerusalém

O exílio não significou a perca da fé, da coragem de defender a Igreja e da esperança em Cristo. São Cirilo foi testemunho vivo que o Senhor guarda aqueles que Ele ama.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 245 visitas

"Valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião" era assim definido Cirilo de Jerusalém por seus contemporâneos. Cirilo nasceu no ano de 315 em Jerusalém, filho de família cristã, desde cedo recebeu sólido ensino acerca das Sagradas Escrituras e espiritualidade. Seu crescimento na fé permitiu-lhe também ser um profundo conhecedor das ciências humanas.

Cirilo foi ordenado diácono no ano 335 e padre por volta do ano 345. Em 348 foi ordenado bispo por Acácio que na época o julgava seu aliado na dissidência “ariana”. Cirilo esteve no bispado por trinta e cinco anos do quais vinte foram destinados ao exílio que lhe foi imposto.

O Primeiro exílio foi imposto em 357 por Acácio que o acusava de heresia e Cirilo foi fortemente opositor do pensamento de Acácio que ainda o acusava de esbanjar os bens da Igreja. Na realidade, Cirilo havia vendido os bens para alimentar os pobres em um tempo de grande penúria. O segundo exílio, após a revogação do primeiro, ocorreu em 360, pela persuasão de Acácio ao Imperador Constâncio que era ariano e concluiu que Cirilo seria uma ameaça à heresia e veio a bani-lo novamente.

Em meio a conturbados conflitos que visavam enfraquecer a Igreja e alimentar as heresias, Cirilo retornou mais uma vez do exílio mas sua liberdade seria mais uma vez arrefecida pela imposição de Hilário que usurpou o episcopado e o baniu em 364. Cirilo retornaria do exílio somente no ano 378 com a morte do imperador. Durante este período mais longo de exílio empreendeu visitas missionárias na Ásia e no Oriente.

Após retornar, Cirilo, que teve a sua conduta questionada pelas incursões heréticas pôde participar do Concílio de Constantinopla, onde teve sua causa defendida e seu bispado legitimado. Ficou celebremente conhecido por suas 24 Catequeses que abordam de forma clara, firme e profunda os fundamentos da iniciação cristã, os sacramentos e a mistagogia.

Faleceu no ano de 387 e em 1882 o Papa Leão XIII o canonizou e declarou doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos.