São Gabino

Seu testemunho nos revela a importância e o zelo com nossa igreja doméstica e com a fé que deve ser vivida e defendida com fidelidade e amor

Horizonte, (Zenit.org) Redacao | 349 visitas

Gabino era filho de uma família nobre de Roma, os Sabelinos. Era nativo da cidade de Dalmácia (hoje Croácia). Era parente do imperador Diocleciano e sua família contava de mais três irmãos: Caio, Máximo e Cláudio. Caio, que viria a se tornar Papa, Gabino e sua filha Suzana eram cristãos enquanto que os outros dois irmãos eram adeptos da antiga religião romana.

Gabino buscou o caminho do sacerdócio após o falecimento de sua esposa. Após esta decisão, transformou sua residência em uma Igreja e consagrou a filha Suzana a Deus. Junto com o irmão Caio empreenderam missões de paz, convertendo muitos pagãos e consolando muitos cristãos em meio a uma turbulenta perseguição aos cristãos originada pela decadência do império Romano. A tradição nos relata que por vezes era visto passar noites inteiras nas cavidades das rochas sombrias para celebrar o Santo Sacrifício da Missa e distribuir a Santa Comunhão.

Mas um fato ainda provocaria mais perseguição à família de Gabino: por questões políticas Diocleciano quis casar Suzana com Maxêncio que dividia o governo com o imperador. Suzana decidiu seguir sua consagração a Deus e recusou o pedido. Maxêncio chegou a ir visitar a casa de Gabino para reafirmar o propósito do casamento, mas sem sucesso. Esse fato ocasionou a morte de Suzana que por ordem de Diocleciano, insatisfeito com sua recusa, foi decapitada.

Gabino foi preso e torturado. Ficou cerca de seis meses preso em um calabouço pequeno e sem luz passando fome e sede. Foi decapitado no dia 19 de fevereiro do ano de 296 em Roma.

Por volta do ano 330, sua antiga casa tornou-se uma grande basílica a qual hoje é considerada uma das mais belas do Vaticano. Em 738, seu culto foi confirmado por ocasião do traslado das suas relíquias para junto das de Suzana na cripta que fica no altar principal da basílica. Em 590, o Papa São Gregório renomeou a Igreja dando-lhe o nome de sua filha Suzana.

São Gabino viveu bem sua missão, sendo bom esposo, pai e sacerdote, nos revelando assim a importância e o zelo com nossa “igreja doméstica” e com a fé que deve ser vivida e defendida com fidelidade e amor

(Redação: Fabiano Farias de Medeiros)