São José: dedicação incondicional

Homilia de dom Josef Clemens na Convocação da Renovação Carismática

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Daniela Di Domenico

RÍMINI, quinta-feira, 3 de maio de 2012 (ZENIT.org) - A missa de encerramento da 35ª Convocação Nacional Carismática na Itália, na festa de São José Operário, foi presidida por dom Josef Clemens, secretário do Conselho Pontifício para os Leigos.

"A memória de São José reconhece explicitamente a dignidade do trabalho humano, como dever e aperfeiçoamento do homem, como extensão da obra do Criador, como serviço aos nossos irmãos e irmãs e como contribuição para o plano de salvação"(cf. Gaudium et Spes, 34).

Esta festa ressalta a figura de José, que, embora muitas vezes permaneça obscurecido pela imagem de sua esposa, Maria, tem um papel único na obra da redenção. "São José confessa a fé no Redentor com sua disponibilidade, com suas ações e com sua vida dedicada ao senhorio de Jesus Cristo".

Nos evangelhos de Mateus e Lucas, José é descrito como "o guardião do Redentor e da Sagrada Família". Mas a figura maravilhosa de São José não se limita à sua total aceitação de uma "missão única". Ele seguiu a vocação de ser "guardião e servo do mistério central da fé cristã, a encarnação do Filho de Deus em Maria por obra do Espírito Santo".

Numa época em que muitos fiéis já não reconhecem o "mistério como o núcleo da fé, como o sim incondicional à palavra de Deus que ultrapassa a razão humana", a resposta humilde de José ao anjo do Senhor é a disponibilidade ativa para cumprir os planos de Deus e ser "uma testemunha excepcional". Sua disponibilidade é crucial para a história da salvação do homem.

José aceita o nome escolhido por Deus para seu filho: Jesus (Deus salva). Através do registo do filho nas listas do censo do Império Romano, ele faz de Jesus um "cidadão de toda a terra".

Assim, o mais forte testemunho de José nasce do silêncio. "Estou convencido", disse dom Clemens, "de que hoje a estrada mestra da evangelização consiste no exemplo altruísta e constante dos cristãos, dos fiéis e dos ministros ordenados". Isto não significa que não devamos gritar com convicção que "Jesus é o Senhor", mas que as palavras devem ser traduzidas em ações, em obras, para proclamarem com disponibilidade e coragem o Senhorio de Cristo.