Saúde integral. Desafios e prioridades na América Latina

O evento foi promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM) em colaboração com a Associação brasileira Saúde Diálogo Comunhão, rede de profissionais de saúde que se inspira na espiritualidade da unidade do Movimento dos Focolares.

São Paulo, (Zenit.org) Carla Cotignoli | 478 visitas

O Simpósio Latino Americano, acontecido sábado e domingo passados, em São Paulo, mostrou-se de grande atualidade no período eleitoral. O ponto central foi a Saúde que, atualmente, é a maior preocupação do povo brasileiro, o qual foi demonstrado enfaticamente nas manifestações populares do ano passado.

O evento foi promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM) em colaboração com a Associação brasileira “Saúde Diálogo Comunhão”, rede de profissionais de saúde que se inspira na espiritualidade da unidade do Movimento dos Focolares.

“Saúde integral” é o título do projeto apresentado pela Professora Dra Flavia Caretta, presidente a nível internacional da “Associação Medicina Dialogo Comunione”, à qual é coligada a versão brasileira. É um projeto confirmado pelas pesquisas científicas e pela prática dos profissionais. Diante de uma super especialização e tecnologia que reduziu a medicina somente à dimensão biofísica do homem, vem mostrando como é fundamental a dimensão espiritual. As novas palavras chave são: centralização da pessoa na sua globalidade, prioridade dos relacionamentos e espiritualidade. 

Existe uma correlação muito evidente entre ambiente, condições socioeconômicas e saúde. A desigualdade social é uma causa relevante das mais graves formas de doenças. Diminuir o desnível entre ricos e pobres, incentivar a solidariedade significa, portanto, diminuir doenças e despesas na saúde.

Outro ponto estratégico: ”a revolução dos pacientes” que, de sujeitos passivos, são chamados a se tornarem protagonistas ativos no tratamento em parceria com os médicos. Mas não somente isso, emergiu a responsabilidade dos cidadãos, chamados à participação social na organização do Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS).

Esse modelo de saúde integral, segundo o Dr Ruy Tanigawa, membro do Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo, “pela sua importância social é destinado a se propagar”. Foi esse o empenho assumido na conclusão do evento pelos participantes que consolidaram e ampliaram a rede de colaboração a nível regional, nacional e, ainda, a nível latino americano e mundial.