Selado compromisso com a solidariedade no Chile

Autoridades civis, religiosas e representantes da sociedade civil

| 1386 visitas

SANTIAGO DO CHILE, sexta-feira, 21 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Autoridades civis, religiosas e representantes da sociedade civil foram os primeiros a garantir seu compromisso solidário e afirmá-lo em um gesto público realizado nessa quinta-feira, na Praça da Constituição da capital chilena. 

Entre as autoridades se contavam a ministra secretária geral de Governo, Carolina Tohá, Pe. Rodrigo Tupper, vigário da Pastoral Social e dos Trabalhadores de Santiago, e o Capelão do Lar de Cristo, Pe. Agostinho Moreira, S.J.

A atividade foi marcada no Mês da Solidariedade 2009 e foi organizada por diversas instituições da Igreja com a finalidade de recordar a obra e figura de Santo Alberto Hurtado, segundo informa a Conferência Episcopal de Chile

O secretário adjunto da Conferência Episcopal, diácono Enrique Palet, leu a mensagem de Dom Alejandro Goic, presidente da Conferência Episcopal, que afirmou que “a solidariedade não se esgota em contribuições ocasionais, automáticas ou de moda, porque a cultura solidária se constrói entre todos apontando para a transformação da realidade política, social, cultural e econômica”.

“Não se trata de esmolas nem de assistências esporádicas; trata-se de um ‘compromisso’, a bela palavra que hoje propõem à sociedade as distintas instituições da Igreja que celebram o Mês da Solidariedade”, acrescentou o que é também bispo de Rancagua.

A Ministra Tohá, por sua parte, entregou a saudação e mensagem do governo para este dia, e disse que não é verdade que “o que move as pessoas é exclusivamente o interesse pessoal”, e afirmou que “os seres humanos, nossa natureza, a sociedade, sempre requerem da parte das pessoas essa necessidade de viver com outros e de se considerar uns aos outros. Sem isso a sociedade não é possível, sem isso a família não é possível, sem isso não há progresso possível”. Destacou que “a solidariedade não é uma coisa branda, não é fácil” e chamou a levantar a voz e “fazer da solidariedade uma palavra forte, uma coisa que nos desafie, não que nos relaxe”.

Compromissos

Em seguida, as autoridades presentes e dirigentes de organizações sociais, gremiais e sindicais escreveram seus próprios compromissos com a solidariedade sobre uma gigantografia especialmente preparada para a ocasião por estudantes do DUOC, que representava em grandes letras a palavra “Compromisso”. 

O compromisso que a ministra Tohá escreveu foi: “trabalhar cada dia para que a política sirva a ter um país mais justo e solidário”. Por outra parte, Pe. Rodrigo Tupper escreveu: “comprometo-me com uma solidariedade firme e perseverante”, o compromisso de Pe. Agustín Moreira foi: “proximidade e acolhida aos mais pobres e excluídos”.

Outros compromissos indicam: “anunciar Jesus Cristo para que todas as crianças e jovens, sobretudo nas escolas, tenham vida n’Ele”; “comprometo-me a dizer a verdade”; “comprometo-me a dar alegria”; “por uma sociedade mais justa e solidária”.