Semana Santa é oportunidade para voltar a enamorar-se por Cristo, diz arcebispo

Segundo Dom Orani Tempesta, Igreja convida fiéis às atividades litúrgicas

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BELÉM, terça-feira, 4 de março de 2008 (ZENIT.org).- O tempo de Quaresma e especialmente a Semana Santa são oportunidades de renovação espiritual e de voltar a enamorar-se por Cristo, explica um arcebispo brasileiro.

Dom Orani João Tempesta, arcebispo de Belém (Pará), cometa em artigo enviado a Zenit que se trata de um tempo de «recomeçar com renovado entusiasmo a nossa vida cristã, que é um dom que o Senhor nos concedeu».

O arcebispo lembra que a Semana Santa está chegando, «e com ela muitas atividades litúrgicas e também devocionais e tradicionais se unem para nos ajudar a concluir a Quaresma com a disposição de vivermos melhor o nosso batismo».

Dom Orani afirma que a Igreja convida os fiéis a participarem das celebrações da Semana Santa «com muita abertura de coração e com a consciência da oportunidade que anualmente nos é dada».

O arcebispo de Belém explica que o Domingo de Ramos, com a celebração da Procissão de Ramos e a Leitura da Paixão, «abre a semana maior para que tomemos consciência de nossa missão de proclamar a fé, como nos recordam os ramos aclamando o Cristo como Senhor».

Já a escuta da leitura da Paixão «nos atualiza esses momentos salvíficos de nossa história com a presença de Deus entre nós, dando-nos a Sua vida para que todos nós tenhamos vida e vida em abundância». 

O prelado lembra que as leituras sobre o “servo sofredor”, em Isaías, e os acontecimentos que precedem a Paixão marcam a segunda, a terça e a quarta-feira santas.

Na Quinta-feira Santa há duas celebrações litúrgicas: pela manhã, a missa com a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do óleo do crisma.

À tarde ou à noite da Quinta-feira Santa começa o Tríduo Pascal. «É a Páscoa vivida em três momentos, iniciando com a instituição da Eucaristia, tornando presente esse grande mistério da presença de Jesus Cristo conosco na forma do Pão e do Vinho», explica.

Nessa mesma celebração --prossegue Dom Orani--, «o Lava-pés nos recorda a humildade e disponibilidade de Cristo em servir, quando lava os pés dos discípulos, mostrando que temos que estar sempre disponíveis para servirmo-nos uns aos outros».

Na Sexta-feira Santa e no Sábado não há celebrações de missas, recorda o prelado.

«Na tarde da Sexta-feira Santa os católicos se reúnem para escutar a Leitura da Paixão de Cristo, quando, na grande oração dos fiéis, devem rezar por todas as realidades pelas quais Ele morreu, beijar a cruz, sinal do local onde Cristo deu a vida por nós, e receber a Eucaristia, conservada da celebração do dia anterior.»

É um dia de silêncio, oração, jejum, abstinência, afirma o arcebispo.

Já o Sábado Santo «é dia de grande silêncio e meditação». «A única celebração começa com a Grande Vigília Pascal dessa noite, que deverá nos levar à meditação da história da nossa salvação, passando pelo sinal da luz que brilha no meio da escuridão e que nos é sinalizada no Círio Pascal, que permanecerá aceso durante todo o tempo pascal e também durante as celebrações dos batismos».

«A vigília se encerra com a Eucaristia solene quando voltamos a cantar a Aleluia e o Glória solenemente. Reaprendemos mais uma vez a viver o grande Mistério de nossa salvação, que iremos depois viver a cada Missa», afirma o arcebispo.

Dom Orani explica ainda que, com o Domingo de Páscoa, começa a oitava da páscoa e os 50 dias do tempo pascal, «que irão nos ajudar a aprofundar a alegria da presença de Cristo Ressuscitado em nossa história».