Sempre será necessária maioria de dois terços para eleger Papa

Estabeleceu Bento XVI com um «Motu Proprio»

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 25 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI estabeleceu que para a eleição de um Papa será necessária uma maioria de dois terços nas votações que se realizam no conclave.



A norma fica estabelecida na carta apostólica em forma de «Motu Proprio», com a qual o Santo Padre restabelece a norma tradicional sobre a maioria exigida para a eleição do Sumo Pontífice.

O documento, publicado em latim, explica que, depois da promulgação da Constituição «Universi Dominici Gregis» (1996), sobre a eleição do Sumo Pontífice, haviam chegado a João Paulo II numerosas «petições autorizadas» («auctoritate insignes»), que pediam o restabelecimento de uma maioria de dois terços dos votos dos cardeais eleitores.

Segundo as novas disposições, depois do voto número 33 ou número 34, passa-se diretamente ao segundo turno entre os dois cardeais que tenham recebido o maior número de votos no último escrutínio.

Também neste caso se necessitará uma maioria de dois terços.

O «Motu Proprio» indica também que os dois cardeais mais votados não poderão participar do voto.

A «Universi Dominici Gregis» estabelecia no ponto 75 que depois do voto número 33 ou número 34, em caso de que nenhum candidato alcançasse dois terços dos votos, se passaria à eleição por «maioria absoluta» (a metade dos votantes mais um).

A norma entrou em vigor nesta terça-feira, com a publicação do documento pontifício no diário da Santa Sé, «L’Osservatore Romano».