"Sentinelas da manhã" no santuário da juventude

Milhares de jovens na abertura oficial da Jornada Mundial da Juventude

Rio de Janeiro, (Zenit.org) Alfonso M. Bruno | 424 visitas

Ontem à tarde, terça-feira, 23 de julho, dom Orani João Tempesta presidiu a cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude no Rio, com milhares de jovens e centenas de bispos que desafiaram uma chuva leve e persistente, que simbolizava os desafios da nova evangelização.

A chuva fina se confundia com a espuma do mar na praia de Copacabana, lotada ontem à tarde por milhares e milhares de jovens para a abertura oficial da Jornada Mundial da Juventude.

Vozes alegres, em diferentes línguas, se misturavam com as músicas religiosas dos vários grupos internacionais que passavam pelo palco oficial, o mesmo em que, nesta quinta-feira, o papa Francisco será recebido a poucos metros do oceano por um mar de jovens.

Após a chegada da cruz e do ícone mariano da JMJ, quando a luz do sol já dava lugar aos projetores e aos LEDs coloridos, uma sugestiva coreografia deu início ao evento, com jovens festivos que pareciam partir para uma terra distante e responder ao lema "Ide e fazei discípulos entre todas as nações".

O terço missionário, com os mistérios dolorosos, introduziu a eucaristia: per Mariam ad Jesum.

Os representantes dos cinco continentes (jovens da África do Sul, da Argentina, da Austrália, da Suíça e da China) guiaram a oração em suas diferentes línguas. Cada continente era destacado pelas cores reproduzidas no palco iluminado: o verde para a África, o vermelho para a América, o branco para a Europa, o azul para a Oceania e o amarelo para a Ásia.

Imediatamente depois do terço, começou a missa presidida pelo arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, que recordou, na abertura, em intenção de sufrágio, os muitos jovens mortos por causa da violência, especialmente no Brasil, e a jovem de vinte e um anos que morreu em trágico acidente na Guiana Francesa quando viajava para a Jornada Mundial da Juventude.

Diante do número chamativo de participantes e de concelebrantes, com bispos metropolitanos se tornando cosmopolitas, dom Orani mencionou em sua homilia o chamado ao publicano Mateus e a resposta vocacional de Samuel, presente na primeira leitura, e exortou os jovens a sair de si mesmos e a se aprontar para responder ao plano de Deus.

Até o próximo domingo, o Rio se apresentará ao mundo como um santuário da juventude e sacramento de uma Igreja jovem e sempre surpreendente, que contesta todos os catastrofismos prejudiciais para a própria obra da evangelização.

Várias vezes, o arcebispo se dirigiu aos jovens como "sentinelas da manhã".

A esperança é que, depois de uma noite da história, os jovens transformados em adultos possam acordar e ver os seus sonhos realizados.