Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico

Cátedra de São Pedro: Reflexões de São Josemaria Escrivá

Roma, (Zenit.org) | 1547 visitas

Hoje é comemoração da Cátedra de São Pedro. Oferecemos algumas reflexões de São Josemaria Escrivá sobre o ministério petrino extraídas do site http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/porque-e-que-o-papa-e-pedro3f

Em vários lugares da Escritura consta que Cristo nomeou S. Pedro Chefe da Igreja:Cristo, ao instituir os Doze, «deu-lhes a forma dum corpo colegial, quer dizer, dum grupo estável, e colocou à sua frente Pedro, escolhido de entre eles» (LG 19). (Catecismo da Igreja Católica, 880)

“o Senhor fez de Simão, a quem deu o nome de Pedro, e apenas dele a pedra da sua Igreja. Entregou-lhe as suas chaves (cf. Mt 16, 18-19); instituiu-o pastor de todo o rebanho (cf. Jo 21, 15-17). "Consta que também o colégio dos apóstolos, unido à sua cabeça, recebeu a função de atar e desatar dada a Pedro" (LG 22). 

Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro donde tantos saíram para propagar por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico. Representa o desejo de dilatar o coração, de abri-lo a todos com as ânsias redentoras de Cristo, que a todos procura e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro. (Amar a Igreja, 11)

O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afecto há-de ser também para o Vice-Cristo na terra, para o Papa. Os católicos têm de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre. (Forja, 135)

O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. (Amar a
Igreja, 13)

A nossa Santa Mãe a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia. Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só
Pastor: um só apostolado! (Forja, 638)

Esta é a única Igreja de Cristo -que professamos no Símbolo Una, Santa, Católica e Apostólica-, a que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, entregou a Pedro para que a apascentasse, encarregando-oa ele e aos outros Apóstolos de a difundirem e governarem, e que erigiu para sempre como coluna e fundamento da verdade (CONCÍLIO VATICANO II, Const. Dogm. Lumen gentium n. 8). (Amar a Igreja, 19)

A fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado em Encíclicas ou noutros documentos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que todos os católicos acolham o magistério do Padre
Santo e acomodem a esses ensinamentos a sua actuação na vida. (Forja 633)

Acolhe a palavra do Papa com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco! (Forja, 133)