Sínodo da África já recolheu 54 proposições

Síntese final das sessões de trabalho

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Por Chiara Santomiero

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 20 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Até agora, o trabalho do Sínodo dos Bispos para a África se sintetiza em 54 proposições que, após serem emendadas (e talvez reduzidas), serão apresentadas a Bento XVI como forma de conclusão.

A primeira redação destas proposições foi concluída às 4 da manhã de hoje, depois de dias de muito trabalho para o relator geral do Sínodo, o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, arcebispo de Cape Coast (Gana), dos dois bispos secretários especiais e dos relatores dos 12 grupos de trabalho do sínodo.

Às 4h15 da manhã, foi impressa a "Lista unificada das proposições" e um exemplar foi entregue a cada um dos participantes, para que pudessem acompanhar sua leitura na sessão da manhã de hoje.

As 54 proposições foram elaboradas unificando as 282 que foram entregues na sexta-feira passada pelos grupos de trabalho.

Já na tarde desta terça-feira, a atual redação das proposições voltou a ser estudada pelos 12 grupos de trabalho, para que realizem as correções que considerem necessárias, e que serão submetidas novamente ao relator geral, aos secretários especiais e aos relatores dos grupos de trabalho, que depois redigirão a lista final das proposições; esta, por sua vez, será votada no próximo sábado.

A estrutura atual da lista sintetiza as discussões do sínodo (tanto nas congregações gerais como nos grupos de trabalho), que iniciaram no dia 5 de outubro. Começa com uma primeira parte de caráter teológico, para passar depois a uma divisão de capítulos que correspondem às 3 palavras que constituem o tema do Sínodo da África: reconciliação, justiça e paz. A cada tema corresponde certo número de proposições.

Sabe-se que, no texto, o sínodo é comparado com "um novo Pentecostes da Igreja", um elevado momento de comunhão eclesial.

Segundo a metodologia da assembleia sinodal, as proposições, nas quais o Papa se baseia para redigir a exortação apostólica pós-sinodal, não serão publicadas, a não ser que o Santo Padre decida o contrário.

Aos jornalistas curiosos por conhecer futuros conteúdos deste documento sub secreto (sob segredo), somente foi revelado que a lista de proposições conclui com uma sobre a mídia. Só resta aguardar.