Sínodo da Igreja católica síria preocupado com refugiados iraquianos

Encerrada a reunião de bispos no Libano

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ROMA, quarta-feira, 17 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos da Igreja católica síria manifestaram sua “satisfação” com a visita de Bento XVI à Terra Santa, pelo “desenrolar pacífico” das eleições no Líbano e também sua “preocupação com a situação dos refugiados iraquianos”.

Essas são as conclusões do Sínodo da Igreja deste rito celebrado no Líbano, em que participou o cardeal Mar Ignatius Musa I Daoud, prefeito emérito da Congregação para as Igrejas Orientais, e o patriarca Mar Ignatius Joseph III Younan.

O documento final do Sínodo recorda o valor da viagem do Papa à Terra Santa para o “diálogo entre as religiões e as civilizações, para a convivência, para a rejeição do extremismo, da violência e do uso da religião para fins políticos”.

Por outro lado, expressa preocupação pela difícil situação dos refugiados iraquianos. Após a invasão das tropas norte-americanas ao Iraque, em 2003, 1,8 milhão de pessoas abandonaram o país.


No documento, sublinha-se “a necessidade de apoiar os refugiados cristãos para regressar à própria terra” e se expressa “esperança na cooperação entre todos os grupos no Iraque pela paz, a segurança e a convivência”.

O texto final do Sínodo assinala ainda a necessidade da “participação dos sacerdotes e dos leigos na missão dos bispos diocesanos” e o “papel das mulheres na vida da Igreja e em sua missão”.

Os prelados sublinham a importância de manifestar “atenção e ânimo” para a vida sacerdotal, com a finalidade de “fazê-la florescer” e, em particular, para os seminários e os monastérios, com motivo do Ano Sacerdotal, que se celebra de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, em memória de São João Maria Vianney.

Entre a decisões assumidas pelos bispos, destacam o apoio ao pedido de beatificação de Mar Flavianus Mikhail Malki, bispo de Gazireh, Turquia, martirizado em 1915, a criação de quatro comissões: litúrgica, ecumênica, legal e para as vocações, e um congresso em 2010 das paróquias católicas sírias.

A Igreja católica síria ou siríaca é uma das igreja orientais católicas autônomas que se separaram da comunhão com Roma após o Concílio da Calcedônia, no ano 451, e posteriormente solicitou o reingresso. Pertence plenamente à Igreja romana desde 1656. Suas línguas oficiais são o sírio e o árabe.

É uma das Igrejas que seguem o rito antioqueno, junto com a Igreja católica maronita e a siríaca-malankar.