Sínodo do Oriente Médio a serviço de todos, também judeus e muçulmanos

Porta-voz vaticano comenta interpretações políticas

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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O Sínodo do Oriente Médio, celebrado no Vaticano de 10 a 24 de outubro, é um serviço para todos, inclusive os judeus e muçulmanos, considera o porta-voz da Santa Sé.

O padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa vaticana, afirma – no editorial da edição desta semana de Octava Dies – que o Sínodo pede que os cristãos “possam desfrutar de todos os direitos de cidadania”.

Isso porque “são cidadãos nativos e autênticos, leais a sua pátria e fiéis a todos os seus deveres nacionais”.

Segundo o porta-voz, o Sínodo diz à comunidade internacional que condena “a violência e o terrorismo, de qualquer origem, e todo extremismo religioso. Condena toda forma de racismo, o antissemitismo, o anticristianismo e a fobia para com o Islã”.

Em resposta a acusações procedentes de judeus ou muçulmanos, o padre Lombardi recorda que “as intervenções do representante judeu, do sunita e do xiita foram aplaudidas e acolhidas com atenção e disponibilidade”.

“Certamente – reconhece o porta-voz –, foi uma assembleia com raízes profundas em uma terra golpeada por tensões e problemas dramáticos, mas a natureza eclesial desta assembleia, sua motivação religiosa, espiritual, a fez capaz de se elevar a uma perspectiva mais alta, a um olhar animado por aquele realismo da esperança que nasce da fé nesta nossa história.”

Lombardi conclui desejando que todos reconheçamos esta natureza da assembleia sinodal, que não é política nem se pode entender em chave política, para que “possa dar frutos, sobretudo para a Igreja, mas também para todos os povos do Oriente Médio”.