Sínodo plantará sementes de paz no Oriente Médio

Análise do porta-voz da Santa Sé

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - O Sínodo dos bispos do Oriente Médio, inaugurado por Bento XVI neste domingo em Roma, plantará sementes de paz nesta região atribulada, considera o porta-voz da Santa Sé.    

Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisa os objetivos propostos nessa assembleia sem precedentes de patriarcas e bispos junto ao Papa, no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano.

Durante duas semanas, os católicos do Oriente Médio estarão no centro da atenção de toda a Igreja, porque todos seus bispos estão reunidos em Roma no Sínodo.

O Pe. Lombardi reconhece que o Oriente Médio "é uma região na qual os cristãos são minoria, alguns países são verdadeiramente muito pequenos e carentes de qualquer influência política ou social, e a situação de guerra ou de tensão permanente diminui a esperança do futuro, fazendo com que haja emigração".

"Mas é também a região na qual o cristianismo nasceu - acrescenta -, onde há raízes e tradições muito antigas e de extraordinária riqueza cultural e espiritual".

"Por isso, os problemas da Igreja no Oriente Médio nos interessam e, portanto, o Papa convocou a assembleia, que pela primeira vez não está dedicada a um tema ou continente, ou um país em especial, mas a uma específica região do mundo."

Fazendo referência ao tema do encontro episcopal, "Comunhão e testemunho", o porta-voz recorda que a primeira comunidade dos crentes em Jerusalém "tinha um coração e só uma alma".

Aplica assim a situação que os vivem católicos no Oriente Médio: "Quem não tem poder político nem militar, que muitas vezes sofre com a violência, só pode se apegar à força do Espírito e do amor, e pode elevar um grito e uma invocação de paz fortes e críveis, não ligadas ou misturadas a reivindicações ou interesses de alguma parte".

"A união mais profunda entre as comunidades católicas espalhadas no Oriente Médio, favorecida pelo apoio de tantas igrejas de outras partes do mundo, que mostram a própria solidariedade com ajuda espiritual e material, favorecida sobretudo pela presença e participação contínua e intensa do Papa - verdadeiro fundamento de união -, fazem deste Sínodo uma voz, um sinal e uma semente de esperança e paz", conclui o sacerdote.