Síria: 400 mil cristãos sofrem com o caos absoluto no país, denuncia Igreja

Patriarca Gregorios III, líder da Igreja greco-católica Melquita, traça um retrato assustador da Síria

Roma, (Zenit.org) | 792 visitas

O Patriarca Gregorios III, líder da Igreja greco-católica Melquita, traça um retrato assustador da Síria, desde que o país está mergulhado numa violentíssima guerra civil. 

“O sofrimento a que o povo sírio está a ser sujeito está para lá de todos os limites”, acusa Gregorios III, numa declaração enviada para a Fundação AIS

“O conflito já ceifou a vida a milhares e milhares de pessoas”, tanto civis como militares, acrescenta, calculando que pelo menos 400 mil cristãos sírios – possivelmente mais de 25 % do total -estão deslocados dentro do país ou foram forçados a abandoná-lo. 

O líder da Igreja greco-católica Melquita calcula ainda que mais de mil cristãos terão sido mortos desde o início da guerra, há dois anos, e que, desde então, há notícias de que “aldeias inteiras perderam todos os cristãos que lá viviam”. 

Na onda de violência que está a varrer a Síria foram destruídas ou danificadas mais de quatro dezenas de igrejas e outros centros cristãos, como escolas, lares, orfanatos. 

Na opinião do Patriarca Gregorios III, o caos e a insegurança estão a paralisar o país e são, a par da afluência de “fundamentalistas islâmicos”, os principais problemas da Síria.

A ameaça que pende sobre o cristianismo poderá vir a ter sérias implicações no futuro da religião na zona, pois durante décadas a Síria foi como que um porto de abrigo, um refúgio, para os crentes oriundos do Líbano e Iraque, entre outros países. 

“Não há nenhum lugar seguro na Síria. O país virou um campo de batalha e não há qualquer respeito pelos direitos humanos, liberdade, democracia ou cidadania”. 

Na opinião de Gregorios III, os cristãos, sendo um grupo particularmente vulnerável, estão confrontados com a necessidade de “abandonarem a Síria ou arriscarem a morte”. 

O futuro dos cristãos na Síria – acrescenta –está ameaçado não pelos muçulmanos mas pelo caos… e pela infiltração de grupos fanáticos fundamentalistas”.

Em todo o mundo existem milhões de pessoas que sofrem perseguição religiosa. Ajudar quem passa por estas situações e informar a opinião pública sobre as mesmas tem sido o mote da acção da Fundação AIS, uma organização dependente da Santa Sé cujo objectivo é apoiar projectos pastorais nos países onde a Igreja Católica está em dificuldade. A Organização tem secretariados nacionais em dezassete países da Europa, na América e na Austrália, apoiando mais de cinco mil projectos todos os anos em cerca de 140 nações de todos os continentes.

A Fundação AIS agradece a colaboração dos MCS na divulgação desta informação!