Síria: Nações Unidas consideram crítica a situação dos refugiados na região, especialmente no Iraque

O alerta é da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)

Roma, (Zenit.org) | 549 visitas

É crítica a situação dos refugiados sírios na região. O alerta é da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e é no Iraque que o problema é mais grave. Segundo Adrian Edwards, porta-voz do ACNUR, a situação no campo Domiz, na cidade de Dohuk no noroeste do país, é especialmente preocupante.

“Actualmente o campo abriga 35 mil refugiados sírios e atingiu um nível crítico de superlotação. Milhares de famílias estão já a dividir as suas tendas com novos refugiados, já que 3.500 não têm o seu próprio abrigo”. Em consequência disto, o saneamento básico nestes campos é abaixo dos padrões humanitários considerados aceitáveis, havendo o sério risco de disseminação de doenças.

“O número de crianças menores de cinco anos com diarreia cresceu para o dobro nas últimas semanas”, disse Edwards, que acrescenta: “desde Fevereiro, nove em cada 100 crianças por semana sofrem de diarreia. Além disso, foram registados 62 casos de hepatite A desde o começo do ano”. Até ao final do passado mês de Março, cerca de 121 mil refugiados sírios estavam registados no Iraque, de um total de mais de 1,2 milhões que procuraram já refúgio nos países vizinhos. 

As organizações humanitárias estão particularmente atentas e preocupadas com a situação das crianças nestes campos, tendo a esmagadora maioria passado por terríveis traumas decorrentes directamente da guerra civil, que já causou mais de 70 mil mortos. Muitas das crianças perderam familiares e estão subnutridos. Alimentá-las e oferecer-lhes a possibilidade, mesmo que precária, de regressarem à escola nos campos de refugiados é visto como absolutamente necessário e prioritário.

Muhannad Hadi, coordenador do programa alimentar das Nações Unidas para a crise na Síria, afirmou que “estas crianças precisam de regressar à escola”. “Alimentá-las”, acrescentou, é fundamental para se “evitar que uma geração inteira se perca por causa do conflito”. Entre as organizações que estão a ajudar directamente os refugiados sírios, destaca-se a Fundação AIS.

O responsável internacional da instituição, Pe. Andrzej Halemba, já denunciou a dramática situação em que se encontram os refugiados, e como a situação dos cristãos é particularmente preocupante. “Para os cristãos a tensão é insustentável. O seu único apoio e ponto de referência é a Igreja. Eis porque é essencial distribuir as ajudas através das dioceses e da Caritas”. 

Durante o ano de 2012, a Fundação AIS apoiou as estruturas da Igreja na Síria e nos países vizinhos, onde se registam as maiores comunidades de refugiados, em mais de 470 mil euros. E a ajuda não pode abrandar. “Desde o início de 2013, o número de pedidos aumentou e foram enviadas novas contribuições para a cidade de Aleppo e para o Vale dos Cristãos, onde a situação dos refugiados é realmente crítica”, sublinha o padre Halemba.

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Em todo o mundo existem milhões de pessoas que sofrem perseguição religiosa. Ajudar quem passa por estas situações e informar a opinião pública sobre as mesmas tem sido o mote da acção da Fundação AIS, uma organização dependente da Santa Sé cujo objectivo é apoiar projectos pastorais nos países onde a Igreja Católica está em dificuldade. A Organização tem secretariados nacionais em dezassete países da Europa, na América e na Austrália, apoiando mais de cinco mil projectos todos os anos em cerca de 140 nações de todos os continentes.

A Fundação AIS agradece a colaboração dos MCS na divulgação desta informação!