Síria:oração e jejum no inferno da guerra

A experiência de um sacerdote católico

| 1133 visitas

ROMA, quarta-feira, 30 de maio de 2012 (ZENIT.org) - Em meio a massacres, estupros, tiroteios, sequestros e vinganças, uma pequena chama de fé e de amor se acendeu na cidade de Qusayr, perto de Homs, na Síria, um dos lugares onde a guerra explodiu com mais violência.

Segundo a agência Fides, através de fontes locais, um sacerdote católico que prefere manter o anonimato se estabeleceu na cidade, em uma casa paroquial, para fazer uma experiência de oração contínua e de jejum, implorando a Deus pela paz e pela reconciliação.

Exatamente “no inferno”, a presença do sacerdote, como explica o próprio, quer ser um “claro sinal da não violência, um testemunho de fé e de amor pelo povo sírio”. Ser “sinal de contradição” será uma experiência que os fiéis de todas as religiões poderão compreender, já que “as armas da oração e do jejum são importantes no cristianismo e no islã”. O padre pretende “recordar a todos os homens, que estão lutando e matando, que a única fonte de esperança é Deus: o Deus da vida, o Deus da paz, o Deus da reconciliação, que nos torna irmãos e não inimigos” comenta.

As fontes da Fides não excluem que, com a experiência do padre se difundindo pela cidade, cristãos e muçulmanos se juntem a ele, apesar dos perigos, e que na cidade devastada pelos conflitos se acenda uma nova luz de esperança para a Síria, graças a homens e mulheres que rejeitam o ódio e escolhem a não violência em nome da sua fé.

A religião e a fé são componentes importantes da vida e da identidade do povo sírio. Nestas horas de brutalidade, completam as fontes da agência, “é necessário apoiar-se no espiritual, que dá ao homem a sua verdadeira dimensão, a sua verdadeira dignidade”.