Sistema de governo da Igreja: comunhão, explica arcebispo

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UBERABA, quarta-feira, 12 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Uberaba (Brasil), Dom Aloísio Roque Oppermann, afirma que a Igreja, em seu sistema de governo, busca «alcançar o que se chama de comunhão».

O arcebispo explica que durante muitos séculos a Igreja usou o «método monocrático». «As novas situações eram resolvidas pela intervenção costumeira do Papa, ou dos bispos. Mesmo em Concílio, tudo ficava reservado para uns poucos», afirma, em artigo difundido por sua arquidiocese essa segunda-feira.

«Mas atenção», prossegue Dom Aloísio Roque. Mesmo com essa maneira de governar, quem sempre recebeu «as maiores referências não era a hierarquia, mas os santos e as santas, cujo prestígio sempre ficou muito acima de qualquer autoridade».

O prelado explica que, vivendo no meio do mundo moderno, a Igreja «aprendeu a lidar com conselhos, assembléias, sínodos, grupos, tribunais eclesiásticos. É o que se depreende dos planos de pastoral das dioceses».

O bispo –explica Dom Aloísio–, «em vez de chamar especialistas, com encargo de escrever a programação das paróquias, estabelece um diálogo construtivo com todos os diocesanos, para em conjunto se chegar às melhores conclusões».

A Igreja, em seu sistema de governo, «olha para mais longe: queremos ultrapassar a democracia e alcançar o que se chama de comunhão».

«É o regime mais perfeito, porque se alcança o consenso, sem humilhar ninguém. É esse regime que costuma vigorar dentro das boas famílias», afirma.